Quem é Felipe Ennes: pesquisador do Mamirauá premiado por estudos na Amazônia

O pesquisador do Instituto Mamirauá, Felipe Ennes Silva, foi laureado com o prêmio Early Career Achievement, uma das mais importantes honrarias da Sociedade Americana de Primatologia. O reconhecimento destaca a trajetória de Felipe nos primeiros anos após o doutorado, focando em suas contribuições científicas sobre os uacaris calvos, primatas endêmicos da Amazônia

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Os uacaris calvos (Cacajao spp.) possuem características únicas como a face avermelhada, a cauda curta e adaptações anatômicas relacionadas à alimentação. Foto: Reprodução/Instituto Mamirauá

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A trajetória de Felipe com a espécie começou em 2012, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá. “Quando comecei a estudar os uacaris, percebi a enorme contribuição dos trabalhos já realizados, mas também o quanto ainda havia para descobrir”, relembra o pesquisador, que utilizou a genética evolutiva para entender como as mudanças nos rios amazônicos influenciaram a diversidade da espécie.

Com doutorado pela University of Salford, no Reino Unido, Felipe foi o primeiro latino-americano a receber a Napier Memorial Medal. Atualmente, ele concilia a atuação como pesquisador associado do Instituto Mamirauá com a docência na New York University (NYU), integrando redes globais de conservação de primatas

Pesquisador acumula décadas de trabalhos e pesquisas em campo na Amazônia voltados para o estudo da primatologia. Foto: Felipe Ennes/Arquivo pessoal

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O cientista agora planeja consolidar um grupo de pesquisa para estudar a ecologia alimentar e o microbioma intestinal dos uacaris, especialmente diante das secas extremas na região. “Não temos a menor ideia de como os uacaris estão se adaptando a esses cenários”, afirma Felipe, ressaltando a urgência de dados para evitar a extinção dos primatas.

Para o pesquisador, a ciência é a base para a preservação ambiental. “A pesquisa tem um papel fundamental para orientar ações de conservação. Precisamos conhecer profundamente as espécies, entender os desafios da Amazônia e formar novas gerações de pesquisadores”, conclui

Pesquisador pretende consolidar equipe para futuros estudos na Amazônia. Foto: Marcelo Ismar Santana

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Com informações do Portal Amazônia.

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