Os povos indígenas Kanamary e Nadëb lançaram, em Manaus, os Planos de Gestão Territorial e Ambiental (PGTAs) das Terras Indígenas (TIs) Paraná do Boá-Boá, em Japurá, e Uneiuxi, em Santa Isabel do Rio Negro. O objetivo é fortalecer a governança autônoma e a proteção de territórios no extremo noroeste do Amazonas

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Construídos coletivamente, os planos definem estratégias prioritárias para a melhoria da saúde, educação, segurança alimentar e geração de renda. O documento da TI Paraná do Boá-Boá foi publicado inclusive na língua Nadëb, reafirmando a identidade e a continuidade cultural do povo.
Para a liderança Nadëb, Eduardo Fonseca Castelo, a ferramenta é essencial para cobrar a execução de direitos básicos. “Muitas vezes, quando não temos essa ferramenta, nossos direitos são negados e violados. Agora esperamos mais atenção para aquilo que é nosso direito, como educação, saúde, segurança, proteção do território, manejo e geração de renda”

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A implementação dos PGTAs agora depende de alianças com instituições públicas para transformar as propostas em políticas concretas. Sandra Gomes Castro, liderança do povo Baré, reforça que o documento deve sair do papel para proteger a vulnerabilidade do povo Nadëb, considerado de recente contato.
O processo contou com o apoio da Apiam, ACT-Brasil e do Instituto Socioambiental (ISA), que já auxiliou na elaboração de 12 planos de gestão na região do Rio Negro, visando a autonomia dos povos originários frente às pressões territoriais.
Com informações do Portal Amazônia.