Planos de gestão em TIs do Amazonas: o que muda para povos Nadëb e Kanamary

Os povos indígenas Kanamary e Nadëb lançaram, em Manaus, os Planos de Gestão Territorial e Ambiental (PGTAs) das Terras Indígenas (TIs) Paraná do Boá-Boá, em Japurá, e Uneiuxi, em Santa Isabel do Rio Negro. O objetivo é fortalecer a governança autônoma e a proteção de territórios no extremo noroeste do Amazonas

Liderança indígena durante lançamento de Planos de Gestão Territórial
Dona Socorro Nadëb, da comunidade do Roçado, na TI Uneiuxi, fala em evento em Manaus. Foto: Natália Pimenta / ISA

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Construídos coletivamente, os planos definem estratégias prioritárias para a melhoria da saúde, educação, segurança alimentar e geração de renda. O documento da TI Paraná do Boá-Boá foi publicado inclusive na língua Nadëb, reafirmando a identidade e a continuidade cultural do povo.

Para a liderança Nadëb, Eduardo Fonseca Castelo, a ferramenta é essencial para cobrar a execução de direitos básicos. “Muitas vezes, quando não temos essa ferramenta, nossos direitos são negados e violados. Agora esperamos mais atenção para aquilo que é nosso direito, como educação, saúde, segurança, proteção do território, manejo e geração de renda”

Sinédrio Nadëb, da aldeia Jutaí, da TI Paraná do Boá-Boá. Foto: Natália Pimenta/ISA

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A implementação dos PGTAs agora depende de alianças com instituições públicas para transformar as propostas em políticas concretas. Sandra Gomes Castro, liderança do povo Baré, reforça que o documento deve sair do papel para proteger a vulnerabilidade do povo Nadëb, considerado de recente contato.

O processo contou com o apoio da Apiam, ACT-Brasil e do Instituto Socioambiental (ISA), que já auxiliou na elaboração de 12 planos de gestão na região do Rio Negro, visando a autonomia dos povos originários frente às pressões territoriais.

Com informações do Portal Amazônia.

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