Hospital Beneficente Portuguesa em Manaus: a luta por sua construção

A construção do Hospital Beneficente Portuguesa, em Manaus, foi marcada por intensas dificuldades financeiras e frustrações. Apesar de campanhas, leilões e do arrendamento de teatro, o projeto inicial do presidente Teixeira de Souza, com planta de J. Carlos Antony, não foi concretizado, gerando constantes reclamações dos associados que viam a falta de assistência médica como um entrave.

O descontentamento era tamanho que, em 1885, o sócio José Joaquim Migueis propôs recorrer à Santa Casa de Misericórdia para obter uma enfermaria com seis a oito camas. Segundo Migueis, a medida serviria como “um incentivo para atrair a esta sociedade maior número de sócios contribuintes e fazê-la progredir, levando-a do abatimento em que se acha”.

J. Carlos Antony, Gregório Thaumaturgo de Azevedo e a Beneficente Portuguesa: o clamor pelo hospital
Gregório Thaumaturgo de Azevedo e João Carlos Antony. Foto: Abrahim Baze/Acervo do autor

A situação começou a mudar com a generosidade de figuras importantes. O Dr. João Machado de Aguiar Melo ofereceu gratuitamente seus serviços médicos, enquanto o General Gregório Thaumaturgo de Azevedo confeccionou a planta do hospital sem custos. Graças a esse esforço, as obras da enfermaria avançaram rapidamente, sendo entregues pelo empreiteiro José Hermida em 19 de novembro de 1887.

A cozinha do hospital. Manaus, 1900. Foto: Abrahim Baze/Acervo do autor

Entre os protagonistas dessa história está João Carlos Antony, engenheiro natural de Manaus e diplomado em Florença, figura representativa de uma ilustre família amazonense. Já Gregório Thaumaturgo de Azevedo, piauiense e bacharel em Ciências Físicas e Matemática, destacou-se por sua trajetória dinâmica no Exército e na vida política, contribuindo decisivamente para a viabilização da obra.

Com informações do Portal Amazônia.

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