Arrecadação federal soma R$ 264,4 bilhões em junho e bate recorde para o mês

Arrecadação federal soma R$ 264,4 bilhões em junho e bate recorde para o mês

O resultado representa um aumento real de 7,7% na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando a arrecadação somou R$ 245,5 bilhões (valor corrigido pela inflação).

O valor também foi o maior já registrado para meses de junho desde o início da série histórica da Receita Federal em 1995 — ou seja, em 32 anos.

➡️O recorde na arrecadação está relacionado com o crescimento da economia brasileira, com a tributação do do petróleo e com os aumentos de impostos anunciados nos últimos anos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Relembre alguns aumentos de impostos:

alta na tributação de fundos exclusivos (alta renda) e das “offshores” (exterior);

mudanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados;

aumento de impostos sobre combustíveis feitos em 2023 e mantido desde então;

reoneração gradual da folha de pagamentos;

fim de benefícios para o setor de eventos (Perse);

início da taxação das bets;

aumento do IOF sobre crédito e câmbio;

alta na tributação dos juros sobre capital próprio.

“O acréscimo observado no período pode ser explicado, principalmente, pelo crescimento da arrecadação da contribuição previdenciária e pelos desempenhos das arrecadações do PIS/Cofins, do IRRF-Rendimentos do Capital, e do IRPJ e da CSLL. Destaca-se, ainda, recolhimentos atípicos de IRPJ e CSLL no mês de junho e a arrecadação de Imposto de Exportação sobre óleo bruto.

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Efeito petróleo

➡️Segundo a Receita Federal, a arrecadação recorde em junho também é resultado da tributação e da disparada do preço do petróleo.

Com um preço mais alto, resultado da guerra entre Estados Unidos e Irã, também subiram as receitas do governo com o produto, como “royalties” e extração.

Além disso, o Executivo estabeleceu uma taxação extra sobre exportações.

➡️Somente em junho, o imposto de exportação sobre o petróleo arrecadou R$ 3,8 bilhões e as receitas não administradas (que englobam royalties, concessões, permissões e cotas-parte e compensações financeiras pela exploração de recursos naturais, entre outros) tiveram aumento de R$ 1,2 bilhão.

Primeiro semestre

Nos seis primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, a arrecadação federal somou R$ 1,59 trilhão — sem a correção pela inflação.

Em valores corrigidos pela variação dos preços, a arrecadação totalizou R$ 1,6 trilhão de janeiro a junho, o que representa um crescimento real (acima da inflação) de 6,6% em relação ao mesmo período do ano passado, quando somou R$ 1,51 trilhão.

O montante também é o recorde para a arrecadação federal no período.

Meta fiscal em 2026

Assim como nos últimos anos, o governo espera contar com o aumento da arrecadação para tentar atingir a meta para as suas contas em 2026.

Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões.

De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central.

Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões.

O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 57,8 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais).

Na prática, portanto, a previsão é que o governo tenha um rombo de R$ 23,3 bilhões nos cofres públicos em 2026 – mesmo que, para o cálculo oficial da meta, apresente um resultado positivo.

Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Lula.

Com informações do G1

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