Claude, rival do ChatGPT, passará a identificar conteúdos criados por IA

O Claude, um dos assistentes de inteligência artificial (IA) mais utilizados no mundo e principal concorrente de ferramentas como o ChatGPT e o Gemini, passará a sinalizar quais textos e imagens foram gerados por seus modelos. O anúncio foi feito nesta terça-feira (11) pela Anthropic, empresa desenvolvedora da tecnologia.

A decisão de implementar essa identificação surge para que a companhia se adeque ao AI Act, uma legislação rigorosa da União Europeia. A lei obriga as empresas de tecnologia a criarem mecanismos de transparência, como uma espécie de marca d’água, para que o usuário final saiba que aquele conteúdo não foi produzido por um ser humano.

Embora a exigência legal seja restrita ao território europeu, a Anthropic confirmou que a medida será aplicada globalmente. Isso significa que usuários do Brasil e de qualquer outra parte do mundo verão a atualização em vigor.

De acordo com o cronograma da empresa, os modelos do Claude lançados a partir de 2 de agosto já contarão com a marca d’água. Para as versões mais antigas, a identificação também será implementada, mas a empresa informou que será necessário um período de transição para a atualização dos sistemas.

Um ponto importante para quem utiliza a ferramenta no dia a dia é que a marca d’água será imperceptível para quem lê o texto. A Anthropic garante que a medida não alterará o sentido, a fluidez ou a qualidade do conteúdo gerado.

“Como a marca d’água faz parte do texto, ela o acompanhará quando for copiado e colado em outro lugar e poderá persistir mesmo após algumas edições”, explicou a empresa em comunicado oficial.

No caso de imagens, a identificação funcionará de forma diferente. O Claude utilizará metadados — que são informações técnicas invisíveis embutidas no arquivo, como data, hora e configurações de criação — seguindo os padrões já adotados pelo mercado de tecnologia.

Para fechar o pacote de transparência, a Anthropic afirmou que está desenvolvendo ferramentas específicas para que os próprios usuários possam detectar essas marcas d’água em textos e imagens. Os mecanismos de detecção devem ser divulgados e disponibilizados em breve.

Com informações do G1

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