Manual de jornalismo indígena: como usar a guia para evitar erros e racismo

Lançado na Câmara dos Deputados, o manual de jornalismo indígena Poranga Marandúa surge como uma ferramenta inédita para orientar a comunicação sobre os povos originários. O documento reúne termos, princípios e orientações fundamentais sob a perspectiva de quem vive nos territórios.

A obra é fruto de um esforço coletivo da Articulação Brasileira de Indígenas Jornalistas (Abrinjor), envolvendo mais de 40 povos. Segundo a coordenadora Luciene Kaxinawá, o material “reafirma nosso compromisso com uma comunicação construída a partir dos nossos territórios, das nossas línguas e dos nossos modos de contar histórias”.

Foto do manural de jornalismo indígena poranga marandua
Imagem: Divulgação

Editado pelo Instituto Kaingáng (Inka), o manual está disponível gratuitamente online. O nome Poranga Marandúa, em língua Nheengatu, significa “boa notícia”, refletindo a expectativa de que a ferramenta seja usada tanto por profissionais de imprensa quanto em contextos educativos.

Para a comunicóloga Andreza Baré, o guia é essencial para corrigir a invisibilidade indígena nos currículos acadêmicos. Ela defende que o material funcione como uma “ferramenta pedagógica de redação antirracista para falar de povos indígenas e de outros povos e comunidades tradicionais”.

Além de orientar quem escreve, a iniciativa visa incentivar a entrada de mais indígenas nos veículos de comunicação. Samela Sateré Mawé, assessora da Apib, destaca que o manual abre portas para que jornalistas indígenas ocupem espaços estratégicos, pois “ninguém melhor que a gente para falar sobre a gente”.

Com informações do Portal Amazônia.

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