Laura Cardoso podia não se definir como “bonitinha”, mas tinha plena certeza de que gostava do que via no espelho. Vaidosa do seu jeito, a atriz, que morreu na noite de segunda-feira, 17 de agosto, aos 98 anos, transformou suas rugas em sua marca registrada e nunca quis eliminá-las.
Durante a vida, Laura falou abertamente sobre os padrões de beleza impostos às mulheres e o processo de envelhecer. Ela cuidava da pele, mas evitava procedimentos invasivos. “Faço sempre limpeza de pele e uso creminhos. Mas botox e plástica nunca fiz!”, revelou em suas redes sociais.
Mesmo recebendo sugestões para mudar o visual, a veterana preferiu ir contra a corrente de uma sociedade que exige juventude eterna das atrizes. “Eu amo a minha cara, minhas rugas, não sou perfeita e bonitinha. Nunca quis ser bonitinha. Sempre quis ser a melhor no meu trabalho”, afirmou.
Para ela, a beleza não estava em congelar o tempo, mas sim nas marcas que contavam a história de mais de 80 anos diante das câmeras. Laura acreditava que a verdadeira “feiura” não era física, mas sim a falta de saúde, de amor e de pessoas queridas por perto.
“Eu não sou bonitinha. E não estou nem aí! Mas amo a cara que tenho. Tenho os olhos expressivos”, declarou a artista, que via em sua identidade e expressões o seu maior orgulho.
Além disso, Laura não aceitava qualquer apelido. Em entrevista ao programa “Provoca”, em 2014, ela deixou claro que não gostava de ser chamada de “velhinha”, provando que a idade não apagava sua personalidade e vaidade.
Laura Cardoso deixou um legado imenso na dramaturgia brasileira. Entre prêmios e personagens icônicos, ela deixou a lição de que envelhecer não deve ser motivo para esconder a própria trajetória.
Com informações de O Fuxico.