A rede social X, de propriedade do bilionário Elon Musk, comunicou que não fará mais a recomendação de perfis e publicações de candidatos durante o período de campanha eleitoral. A restrição atinge especificamente a aba “Para Você”, seção do site dedicada a sugerir conteúdos com base nas preferências e interesses de cada usuário.
De acordo com a plataforma, a nova diretriz entrou em vigor no último domingo (16), coincidindo com a abertura do período oficial de propaganda eleitoral. A decisão visa adequar a rede social às normas da Justiça Eleitoral, que veda que serviços de internet promovam contas ou postagens de candidatos.
Em nota divulgada na última sexta-feira (14), a empresa esclareceu a situação dos perfis: “Os candidatos oficiais não estão suspensos e seu conteúdo vai permanecer disponível em seus perfis. Essa medida deverá afetar a visibilidade e alcance dos perfis e de seus conteúdos”.
Para comprovar a implementação da medida, o X disponibilizou uma versão atualizada do código de seu algoritmo de recomendação. O documento revela a criação de um filtro específico para as eleições no Brasil, resultando na remoção de aproximadamente 600 contas de figuras políticas da aba de sugestões.
Este ajuste ocorre em um momento de tentativa de estabilização da relação entre a rede social e as autoridades brasileiras. O ano de 2024 foi marcado por tensões severas, culminando em uma suspensão temporária da plataforma em todo o território nacional.
O conflito atingiu o ápice em agosto, quando a empresa decidiu encerrar as atividades de seu escritório no Brasil. Na ocasião, a plataforma alegou que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), teria ameaçado prender a representante legal da companhia caso ordens judiciais não fossem cumpridas.
Na sequência, o ministro Moraes exigiu que o X indicasse um novo representante legal para atuar no país. Diante do descumprimento da determinação, foi ordenada a suspensão total do serviço no Brasil. O bloqueio permaneceu ativo por cerca de 40 dias, sendo revertido somente após a regularização da situação jurídica da empresa.
Com informações do G1