Marabraz pede recuperação judicial para renegociar R$ 140 milhões em dívidas

A rede de móveis Marabraz formalizou, no último domingo (16), um pedido de recuperação judicial junto à 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. A medida visa a reorganização do fluxo financeiro da companhia e a renegociação de débitos que somam aproximadamente R$ 140 milhões, conforme confirmado pela empresa.

O processo jurídico abrange cinco entidades que compõem o grupo econômico: a Comercial de Móveis Jordanésia, a S.V.C. Jaraguá Comercial, a Comercial Móveis das Nações, a Comercial Zena Móveis e a Monta Móveis Prestadora de Serviços.

Para o consumidor e o investidor, é importante compreender que a recuperação judicial é um instrumento legal no Brasil. Ele permite que empresas em crise financeira renegociem seus passivos sob a supervisão do Poder Judiciário, com a finalidade de evitar a falência e garantir que a operação continue funcionando.

Em nota oficial, a Marabraz explicou que a decisão foi tomada devido a um conjunto de fatores adversos que impactaram a gestão nos últimos anos. O diretor da companhia, Nasser Fares, detalhou a estratégia: “Diante dos desafios enfrentados pelo setor varejista e com objetivo de preservar a continuidade de suas atividades, a Marabraz ajuizou pedido de recuperação judicial. A medida representa uma decisão responsável para promover a reestruturação da operação, organizar compromissos e criar condições para a continuidade dos negócios”.

De acordo com a assessoria de imprensa da rede, a crise foi desencadeada por três pilares principais: o cenário econômico desafiador para o varejo brasileiro, a ruptura na estrutura familiar que sustentava as operações do grupo e a crescente dificuldade de acesso ao crédito no mercado.

Apesar do processo judicial, a empresa assegurou que as lojas permanecerão abertas e funcionando normalmente. “A empresa permanece em operação, com lojas abertas, e reafirma seu compromisso com a transparência e com o cumprimento das etapas previstas na legislação”, informou a companhia em comunicado.

A gestão destacou ainda que o plano de recuperação terá como eixos centrais a manutenção dos postos de trabalho e a preservação dos vínculos com clientes, fornecedores e parceiros comerciais.

Com trajetória iniciada na década de 1950 por uma família de origem libanesa, a Marabraz consolidou-se como uma das maiores redes de móveis e eletrodomésticos do estado de São Paulo. Agora, a empresa busca utilizar a via judicial para estabilizar sua estrutura financeira e viabilizar a retomada do crescimento.

“A Marabraz está empenhada em atravessar este período com responsabilidade para preservar sua operação e se fortalecer para um novo ciclo de crescimento, reforçando o valor de sua marca para honrar o legado construído com ética, respeito e confiança”, finalizou a empresa.

Com informações do G1

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