Ações da Braskem recuam 5,3% após B3 retirar papéis de índices da Bolsa

As ações da Braskem (BRKM5) apresentam uma queda acentuada nesta segunda-feira (24), com recuo de aproximadamente 5,33%, sendo cotadas a R$ 4,79 às 14h05. Este movimento negativo acontece no mesmo dia em que a companhia tornou público seu intuito de solicitar a recuperação extrajudicial, visando a reestruturação de débitos que somam cerca de US$ 10,9 bilhões (R$ 56 bilhões).

Somado a isso, a B3 comunicou que as ações da petroquímica serão removidas de sua série de índices acionários a partir do pregão de terça-feira (25). A decisão de exclusão impactará tanto as ações ordinárias (BRKM3) quanto as preferenciais (BRKM5), sendo uma consequência direta da classificação da empresa sob o status de “Recuperação Extrajudicial”.

Sobre o pedido de recuperação extrajudicial (RE), a Braskem detalhou em comunicado emitido nesta segunda-feira que o processo será limitado exclusivamente às dívidas financeiras. A empresa assegurou que as obrigações mantidas com clientes e fornecedores não serão afetadas, e que tais compromissos seguem sendo honrados normalmente.

Em nota oficial, a companhia reforçou a natureza do processo: “A Braskem esclarece que a Recuperação Extrajudicial possui escopo limitado, estritamente financeiro, e não abrange quaisquer obrigações da Companhia com seus fornecedores, clientes e demais stakeholders, as quais permanecem vigentes e seguem sendo cumpridas normalmente, nos termos dos respectivos contratos”.

O objetivo da medida é permitir que, ao protocolar formalmente o pedido de recuperação extrajudicial, a Braskem consiga estabelecer acordos com seus credores. Essas negociações visam reorganizar o passivo da empresa, definindo novas condições de pagamento e a extensão de prazos para a quitação das dívidas.

A situação financeira da petroquímica ocorre em um momento de pressão sobre seus papéis no mercado de capitais, onde a saída dos índices da B3 costuma reduzir a liquidez e a atratividade dos ativos para fundos de investimento que seguem carteiras indexadas.

Com informações do G1

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