A Petrobras comunicou que, a partir desta quinta-feira (17), os preços de venda do óleo diesel A para as distribuidoras terão um acréscimo de R$ 1,00 por litro. No entanto, essa alteração não terá impacto prático imediato, pois será neutralizada por um novo subsídio concedido pelo governo federal, que assegura um desconto no mesmo valor.
De acordo com a estatal, esse benefício terá validade de 30 dias. Com a aplicação do subsídio, os valores de venda da Petrobras destinados às distribuidoras devem permanecer sem alterações durante esse período.
A medida foi viabilizada após o presidente Lula (PT) assinar, na última semana, uma medida provisória (MP) que autoriza a subvenção de R$ 1,00 por litro para o combustível. Este novo incentivo é cumulativo ao subsídio de R$ 1,12 por litro que já estava em vigor e possui validade até o dia 26 de setembro.
Na prática, enquanto ambos os mecanismos estiverem ativos, a subvenção total aplicada ao diesel atingirá o montante de R$ 2,12 por litro.
As ações do governo para controlar os preços dos combustíveis — que incluem também o subsídio à gasolina anunciado na semana anterior — ocorrem em um cenário de alta do petróleo no mercado internacional e a menos de um mês do pleito presidencial.
O petróleo do tipo Brent, que serve como referência global, voltou a ultrapassar a cotação de US$ 100,00 por barril, impulsionado pelo agravamento dos conflitos no Oriente Médio. Esse cenário impacta diretamente o Brasil, visto que mais de 25% do diesel consumido no país é proveniente de importações.
A subvenção ao diesel será destinada a importadores e produtores que aderirem ao programa governamental. O valor de R$ 1,00 por litro poderá sofrer alterações ou ser interrompido conforme as oscilações do mercado, sendo obrigatório que o desconto seja repassado ao preço final de venda.
Em nota oficial, a Petrobras declarou que mantém sua estratégia comercial focada na participação de mercado, na otimização de seus ativos de refino e na busca por uma rentabilidade sustentável.
A companhia ressaltou ainda que adota a política de evitar o repasse imediato da volatilidade das cotações internacionais e da taxa de câmbio para os preços praticados no mercado interno.
Com informações do G1