Lucia Alberta Baré na Funai: o que muda para os povos indígenas em Rondônia?

A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) tem nova presidente: Lucia Alberta Baré, indígena do povo Baré, natural do Alto Rio Negro (AM). A nomeação ocorreu em 31 de março e visa fortalecer a gestão indígena nas políticas públicas, com ampliação da participação indígena nas decisões.

Lucia Alberta Baré possui vasta experiência na área, atuando por oito anos na Secretaria Municipal de Educação de São Gabriel da Cachoeira (AM) e, mais recentemente, como Diretora de Gestão Ambiental e Territorial da Funai. Sua trajetória é marcada pelo compromisso com a defesa dos direitos dos povos indígenas e pela promoção da educação intercultural.

Lucia Alberta Baré: amazonense é noemada nova presidenta da Funai
Foto: Elvio Pankararu/Funai

A nova presidente enfatizou a importância de dar continuidade ao protagonismo, autonomia e fortalecimento das ações para os povos indígenas, buscando um trabalho dialogado e participativo. A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

A posse de Lucia Alberta Baré ocorre em um momento de transição na política indigenista, com a saída da ministra Sônia Guajajara. A ex-ministra destacou os avanços recentes, como a recomposição do orçamento da Funai e a criação de vagas para indígenas na instituição. A expectativa é que a nova gestão continue avançando na proteção dos direitos indígenas e na valorização da cultura e da língua dos povos originários.

Com a nomeação de Lucia Alberta Baré, a Funai busca fortalecer sua atuação em Rondônia e em toda a Amazônia, garantindo a proteção dos territórios indígenas e o acesso a serviços essenciais, como saúde, educação e assistência social.

Foto: Mário Vilela/Funai

A experiência de Lucia Alberta Baré no Instituto Socioambiental e no Ministério da Educação (MEC) também é relevante para a nova gestão da Funai, que busca integrar conhecimentos tradicionais na formulação de políticas públicas e promover a participação ativa dos povos indígenas em todas as etapas do processo decisório.

Com informações do Portal Amazônia.

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