No Acre, a mistura de culturas se reflete na música. Em Assis Brasil, cidade fronteiriça com o Peru, um seringueiro nordestino encontrou uma versão em espanhol de sua canção favorita, “Mulher Rendeira”. Esse encontro musical é apenas um exemplo da rica combinação de ritmos que floresce na Tríplice Fronteira Amazônica.
A cumbia amazônica, com influências de ritmos indígenas, colombianos e do rock, é um dos pilares dessa sonoridade. Produtores culturais como Carlos Marin destacam a confluência de ritmos caribenhos e a criação de uma identidade musical única na região.

Além da cumbia, o samba e o forró também encontram espaço na fronteira, com artistas como Carlão, que canta samba e pagode em bares de Cobija, na Bolívia, adaptando suas canções para o público local. Essa troca cultural é impulsionada pela proximidade entre as cidades fronteiriças e pela circulação de pessoas.
Projetos como o podcast “Vozes da Floresta” e festivais como o Varadouro valorizam e divulgam essa diversidade musical, fortalecendo as narrativas locais e combatendo o preconceito. A música na Tríplice Fronteira é um reflexo da história, da cultura e da identidade de um povo que vive entre fronteiras.
Apesar dos desafios, como a falta de incentivo e a marginalização de certos gêneros, a música da Tríplice Fronteira continua a evoluir e a se reinventar, unindo diferentes culturas em uma só voz amazônida.

Com informações do Portal Amazônia.