Meta é processada novamente nos EUA, acusada de criar plataformas que viciam jovens. A empresa nega as acusações
A Meta, empresa controladora de Facebook, Instagram e WhatsApp, enfrenta uma nova ação judicial nos Estados Unidos. A procuradora-geral do estado de Massachusetts acusa a empresa de desenvolver intencionalmente produtos que causam dependência em jovens.
A Meta nega as acusações, afirmando que adota diversas medidas para garantir a segurança de adolescentes e jovens em suas plataformas. A nova ação ocorre em um contexto de crescente pressão legal sobre a empresa, após um júri em Los Angeles concluir, em março, que Meta e Google agiram de forma negligente ao criar plataformas prejudiciais aos jovens. Esse júri determinou o pagamento de US$ 6 milhões a uma mulher que alegou ter desenvolvido dependência de redes sociais na infância.
Além disso, a Meta já foi condenada a pagar US$ 375 milhões em multas civis no estado do Novo México, em um processo que a acusava de enganar usuários sobre a segurança do Facebook e Instagram e de permitir a exploração sexual infantil. Outros 34 estados americanos também movem processos semelhantes contra a Meta em um tribunal federal.
A ação de Massachusetts, liderada pela procuradora-geral Andrea Joy Campbell, do Partido Democrata, é uma das nove abertas por procuradores-gerais desde 2023. A acusação central é que recursos do Instagram, como notificações automáticas, “curtidas” e a rolagem infinita de conteúdo, foram projetados para explorar vulnerabilidades psicológicas dos adolescentes, especialmente o “medo de ficar de fora”. O processo afirma que os recursos do Instagram, como notificações push, “curtidas” de publicações de usuários e uma rolagem interminável, foram projetados para lucrar com as vulnerabilidades psicológicas dos adolescentes e seu “medo de ficar de fora”.
Dados internos da Meta, segundo o estado, indicam que a plataforma causa dependência e prejudica crianças. A Meta tentou barrar o processo alegando proteção sob a Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações de 1996, que geralmente protege empresas de internet de ações judiciais relacionadas ao conteúdo publicado por usuários. No entanto, o estado argumenta que essa seção não se aplica a declarações falsas sobre a segurança do Instagram, as ações para proteger jovens e os sistemas de verificação de idade.
Um juiz de primeira instância concordou com o estado, afirmando que a lei também não se aplica aos efeitos negativos do design do Instagram. Segundo o magistrado, o estado busca responsabilizar a Meta por sua própria conduta comercial, e não pelo conteúdo de terceiros.
Com informações do G1