Chefe da Nasa defende tripulação masculina na missão Artemis III

O chefe da Nasa, Jared Isaacman, utilizou as redes sociais nesta quarta-feira (10) para defender a composição da tripulação da Artemis III. A terceira missão do programa, que visa retomar a presença humana na Lua, foi anunciada com uma equipe formada exclusivamente por homens, o que desencadeou uma onda de questionamentos e críticas.

O ponto central da polêmica reside na possibilidade de interferência política na seleção dos astronautas. Desde que retornou à Casa Branca, o presidente Donald Trump determinou que as agências federais dos Estados Unidos eliminassem iniciativas voltadas para a diversidade e inclusão, o que levou críticos a associarem a escolha da tripulação a essas novas diretrizes governamentais.

Em resposta, Isaacman foi enfático ao afirmar que a seleção “não está ligada a decisões políticas”. Segundo o gestor, a escolha técnica é prioridade absoluta para o sucesso da operação espacial.

“O Escritório de Astronautas designa a tripulação que oferece à missão a melhor possibilidade de cumprir seus objetivos”, declarou Isaacman. Ele ressaltou que a agência leva em conta critérios rigorosos, como o perfil técnico, a experiência acumulada e a disponibilidade imediata dos astronautas para a missão.

É importante destacar que a fase Artemis III terá objetivos específicos de teste. A missão consistirá em testar a espaçonave Orion e realizar manobras complexas de encontro e acoplamento com módulos de pouso lunar. Diferente de etapas posteriores, esta fase específica não prevê a viagem final até a superfície da Lua.

A equipe anunciada na terça-feira é composta pelos astronautas americanos Randy Bresnik, Andre Douglas e Frank Rubio. O grupo conta ainda com a participação do italiano Luca Parmitano, que se torna o primeiro europeu a integrar uma missão do programa Artemis.

A controvérsia também reacendeu a discussão sobre promessas anteriores da Nasa. A agência havia se comprometido publicamente a levar a Lua a primeira mulher e a primeira pessoa negra. No entanto, no ano passado, referências a esse compromisso e a pautas de diversidade foram removidas de diversas páginas oficiais da instituição na internet.

Embora a remoção dos textos não signifique necessariamente que a promessa foi descartada, a ausência de menções explícitas aumentou a desconfiança do público. Sobre isso, Isaacman sugeriu que as críticas partem de quem não compreende a organização das tripulações, lembrando que já existem astronautas em treinamento especializado para a Lua que seriam mais adequados para as futuras missões de alunissagem.

Com informações do G1

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