Fundada em 1930 em Belém (PA) por imigrantes portugueses, a Perfumaria Phebo nasceu de uma reviravolta nos negócios da família Santiago. Após tentativas frustradas com fumo e chapéus, a empresa encontrou seu caminho na higiene pessoal, inspirando-se nos sabonetes ingleses, mas com um diferencial estratégico: o uso de fragrâncias da Amazônia

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O grande marco foi a criação do sabonete London Otto Rosa, que utilizava a essência do pau-rosa, árvore nativa da região. Mesmo enfrentando custos logísticos elevados para enviar produtos de Belém para o Sudeste, a marca conquistou a elite urbana e tornou-se um case de sucesso, consolidando-se oficialmente como Perfumaria Phebo em 1936

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A trajetória da empresa foi marcada por superações, como durante a Segunda Guerra Mundial, quando a falta de insumos importados levou a fábrica a produzir vasilhames para coleta de látex nos seringais. Após o conflito, a marca inovou com a “Seiva de Alfazema”, expandindo seu portfólio com linhas como “Madeiras da Amazônia” e o sabonete “Pará”

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Após décadas de auge e crises familiares que levaram a venda da empresa para multinacionais como P&G e Sara Lee, a Phebo foi adquirida pela Granado em 2004. Essa mudança resgatou a qualidade das fórmulas tradicionais e reposicionou a marca no mercado de luxo, levando a biodiversidade brasileira para vitrines sofisticadas, inclusive em Paris

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Recentemente, a fábrica original no bairro do Reduto, em Belém, foi desativada por questões logísticas, mas o espaço será transformado em um centro de eventos e cultura. Apesar das mudanças administrativas, a Phebo segue como um símbolo da capacidade empreendedora da Amazônia, mantendo a fidelidade de gerações de consumidores

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Com informações do Portal Amazônia.