Copa do Mundo: golpes em bolões e apostas crescem antes da estreia

A proximidade da Copa do Mundo 2026 trouxe consigo um aumento significativo nas tentativas de fraudes digitais. Com o início dos jogos nesta quinta-feira (11) e a expectativa para a estreia da Seleção Brasileira no próximo sábado (13), cibercriminosos intensificaram a criação de armadilhas virtuais para atrair torcedores.

Um levantamento realizado pela empresa de segurança Kaspersky revelou a criação de 25 sites fraudulentos focados em falsos bolões e apostas esportivas apenas durante o mês de junho. Além disso, houve um crescimento no número de páginas que simulam a venda oficial de figurinhas, saltando de 164 sites em maio para 180 em junho.

O modus operandi dos fraudadores consiste em oferecer prêmios elevados ou facilidades excessivas nas apostas para atrair as vítimas. O prejuízo, porém, vai além da perda financeira imediata. Ao preencher formulários de cadastro, o usuário expõe dados pessoais e sensíveis, que podem ser utilizados em novas fraudes digitais.

Segundo Fabio Assolini, pesquisador líder de segurança da Kaspersky, os criminosos exploram a tradição cultural do brasileiro com o futebol para validar esses sites falsos. “Pela pressa e desatenção para participar da brincadeira, o torcedor acaba entregando seu dinheiro via PIX e dados pessoais valiosos em cadastros maliciosos, gerando prejuízos imediatos e futuros, com o uso dos dados fornecidos em novas fraudes digitais”, afirmou o especialista.

As fraudes também se expandiram para os setores de turismo e entretenimento. Foram identificados domínios que imitam grandes marcas para oferecer ingressos, pacotes de viagem e hospedagens em cidades-sede com preços muito abaixo do valor de mercado. O objetivo é induzir pagamentos rápidos via Pix ou roubar credenciais de acesso de plataformas legítimas.

Outro ponto de atenção é o streaming pirata. Para evitar o pagamento de assinaturas, muitos torcedores buscam transmissões gratuitas. Sites maliciosos exigem o download de extensões ou plugins para “liberar o sinal”, mas, na verdade, instalam malwares que monitoram contas bancárias, roubam senhas de e-mail e redes sociais, e podem assumir o controle total do dispositivo.

Para quem viaja para acompanhar os jogos, o Wi-Fi público representa um risco. Um estudo da Kaspersky em cidades-sede do México (Cidade do México, Guadalajara e Monterrey) analisou 84 mil redes e constatou que 17% das redes abertas são inseguras, com criptografia fraca ou inexistente, facilitando a interceptação de dados bancários.

Para se proteger, a recomendação é participar de bolões apenas com pessoas conhecidas ou plataformas verificadas. É fundamental desconfiar de promessas de retorno financeiro irreal e evitar pagamentos via Pix para “garantir vagas”.

Além disso, especialistas orientam a utilizar apenas canais oficiais de apostas regulamentadas, evitar transações financeiras em redes Wi-Fi públicas — preferindo o uso de VPNs — e manter softwares antivírus atualizados no celular e no computador para bloquear tentativas de phishing.

Com informações do G1

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