Economia brasileira segue em expansão! ‘Prévia do PIB’ sobe 0,6% em fevereiro, impulsionada pela indústria
O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), divulgado pelo Banco Central do Brasil (BC) nesta quinta-feira (16), registrou alta de 0,6% em fevereiro, em comparação com o mês anterior. O cálculo considera ajustes sazonais para permitir a comparação entre períodos distintos.
Esta foi a quinta alta mensal consecutiva do indicador, de acordo com dados revisados. No entanto, houve uma desaceleração em relação a janeiro, quando o aumento foi de 0,86%. A indústria se destacou positivamente, com um crescimento de 1,2% em fevereiro. Os demais setores apresentaram os seguintes desempenhos: agropecuária (0,2%) e serviços (0,3%).
Apesar do crescimento mensal, o IBC-Br apresentou retração de 0,3% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Na parcial do ano, o indicador avançou 0,4% e, em 12 meses até fevereiro, teve um aumento de 1,9%, sem ajuste sazonal.
O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, sendo um indicador chave da evolução econômica. O resultado oficial é medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), utilizando uma metodologia diferente da do BC. ➡️Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Ou seja, o consumo e o investimento total é menor. Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem-estar social.
A desaceleração da atividade econômica em 2024 e 2025 é vista como algo esperado pelo mercado financeiro e pelo Banco Central, em função do elevado nível da taxa de juros. A taxa Selic, atualmente em 14,75% ao ano, permanece em um patamar alto, apesar da recente redução. O mercado financeiro estima um crescimento do PIB de 1,85% em 2025, menor que o crescimento de 2,3% registrado no ano anterior.
O BC tem enfatizado que uma desaceleração no ritmo de crescimento da economia é parte da estratégia para controlar a inflação, considerando-a um “elemento necessário para a convergência da inflação à meta (de inflação, de 3%)”. Na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada em março, o BC informou que o “hiato do produto” continua positivo, indicando que a economia opera acima do seu potencial sem gerar pressões inflacionárias.
É importante ressaltar que o IBC-Br é considerado uma “prévia do PIB”, mas seu cálculo difere do realizado pelo IBGE. O indicador do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos, mas não considera o lado da demanda, que é incorporado no cálculo do PIB do IBGE. O IBC-Br é uma ferramenta utilizada pelo BC para definir a taxa básica de juros do país, pois um maior crescimento da economia pode gerar pressões inflacionárias.
Com informações do G1