Estudantes da Escola Estadual Professora Terezinha de Jesus Rodrigues, em Santarém, estão participando de uma experiência inovadora de alfabetização científica. O projeto “Ciência, licenciatura e integração para enfrentar as mudanças climáticas na Amazônia (Clima)”, desenvolvido pela Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), utiliza técnicas de DNA ambiental para aproximar jovens da biologia molecular moderna.
O DNA ambiental consiste nos rastros genéticos deixados por seres vivos na natureza, que podem ser extraídos de amostras de água, solo ou ar. No projeto, os alunos são desafiados a criar seus próprios equipamentos de coleta, transformando o aprendizado em algo lúdico. “A proposta é transformar a criação desses coletores em uma atividade lúdica, desenvolvendo ’brinquedos científicos’ capazes de coletar amostras reais para análise”, explica o professor coordenador Gabriel Iketani Coelho

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A metodologia aplicada, chamada CURE², integra alunos do 6º ano do ensino fundamental, graduandos, pós-graduandos e professores. O ciclo de aprendizado envolve desde palestras sobre mudanças climáticas até a execução de experimentos práticos e a entrega de relatórios para tomadores de decisão e feiras de ciências locais.
Recentemente, os coletores de DNA foram concretizados e impressos em 3D no Laboratório de Educação e Evolução Prof. Horacio Schneider (Ledevo) da Ufopa. Após a fase de testes na escola, a próxima etapa prevê uma ação de coleta de amostras na Unidade Tapajós da universidade, envolvendo toda a equipe de estudantes e docentes.
O projeto, que conta com a vice-coordenação da professora Priscila Veiga da Silva, busca inserir os jovens no universo acadêmico e na produção de conhecimento. Segundo o professor Gabriel Iketani, a iniciativa pode ser expandida para outras unidades de ensino, dependendo de planejamento e orçamento prévios.
Com informações do Portal Amazônia.