Ana Paula Renault relembra luto e a influência de seus pais

Ana Paula Renault, vencedora do BBB 26, abriu o coração em entrevista ao Gshow. A jornalista de 44 anos relembrou o luto pela morte do pai, Gerardo Renault, e a forte influência da mãe, Maria da Conceição, em sua vida e personalidade.

Ela confessou que não esperava o impacto que sua participação no reality teria: “Nunca imaginei que teria essa virada de chave, que as pessoas se abririam para me escutar”.

“A melhor notícia que recebi quando saí foi que as mulheres estavam se sentindo mais livres para opinar, falar, seguras para serem ouvidas. Se minha participação teve algum sentido mais amplo, foi exatamente esse”, declarou.

Apesar da firmeza que demonstrou no programa, Ana Paula admitiu que entrou no BBB 26 com receio, já que havia participado do BBB 16 e sido desclassificada. “Eu entrei com receio, mas eu fui com medo mesmo, porque eu já tinha vivido isso e sabia que não era fácil”.

Ela ressaltou que não tenta apagar os erros do passado: “A gente não tem que apagar os erros da nossa vida. Já errei inúmeras vezes, continuo errando, e é ter essa consciência presente dos erros na minha vida para conseguir evoluir”.

Ana Paula também afirmou que não criou estratégias para o jogo e que nunca pensou em desistir ou temeu o cancelamento. “As pessoas tentam me cancelar desde que elas me conhecem. Então eu sabia que era algo que poderia acontecer, mas que é o risco que se corre para gente conseguir ser ouvida, né?”

A jornalista entrou no reality buscando estabilidade financeira e novas oportunidades na televisão, mas também para combater os rótulos impostos às mulheres. “O que eu tentei fazer nesses 100 dias foi tentar ser ouvida, desmascarar e jogar abaixo esse estigma que toda mulher que tem opinião é louca, que discorda de alguma coisa (porque) é desequilibrada.”

“Tentaram me pintar de vilã. Vocês viram que eu não era tão desumana assim, né? Eu estou adorando ser escutada, porque a vida inteira eu fui muito maltratada, ridicularizada, silenciada, subjugada, tratada como louca, histérica, burra. Estou adorando ver a sociedade descobrindo que mulheres podem ter opiniões sensatas e inteligentes”, completou.

Ana Paula ainda está lidando com a perda do pai, que faleceu enquanto ela estava confinada no BBB 26. “Eu ainda não voltei para minha vida porque estou cumprindo agenda profissional, né? Então, não consegui voltar para minha rotina, entender muito bem o que está acontecendo. Mas é isso, pelo menos a agenda está cheia, a cabeça está cheia e a gente tem que se manter em movimento”.

Ela destacou o papel fundamental do pai em sua formação e a força da mãe, que era à frente de seu tempo. “Foi o meu pai, antes, durante e depois do reality. Porque meu pai era a figura viva que eu trocava durante todos esses anos. E minha mãe, eu sou a mulher que eu sou, porque sou muito parecida com ela”.

“Ela já era disruptiva desde a época dela. Graças ao meu pai, que era uma pessoa evoluída, e sempre deixou minha mãe ocupar os espaços que ela queria. Eu cresci vendo minha mãe ocupando lugares importantes, sendo escutada e sendo incentivada pelo meu pai.”

Ana Paula também relembrou a influência da mãe em sua autoestima e imagem pessoal. “Aprendi muito a ser assim por causa da minha mãe. Sempre falavam que o jeito de vestir dela não estava legal. Ela gostava de ser perua, valorizar as próprias curvas, sempre se achou linda e gostosona. Meu marco inicial foi minha mãe. Tenho muito orgulho de ter vindo dela”.

Por fim, ela ressaltou que herdou do pai a coragem para se posicionar. “E meu pai, que sempre foi um homem sensacional. Nasceu em 1929, tinha tudo para ser retrógrado, conservador…. Ele nos ensinou a tomar nosso próprio espaço. Foi com ele que eu aprendi a falar e não ter vergonha de ser quem eu sou. Eu sou ele, assim como eu sou ela”.

Gerardo e Ana Paula Renault – Foto: Reprodução/Instagram

Com informações de O Fuxico.

Deixe um comentário