Uma pesquisa conduzida por cientistas da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) comprovou que a oleorresina de copaíba (*Copaifera epunctata*) apresenta baixo risco de toxicidade e forte atividade antimicrobiana. O estudo, publicado na revista internacional *Natural Product Research*, validou cientificamente o uso do bálsamo como anti-inflamatório e cicatrizante, prática comum entre populações tradicionais da região

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A análise focou em espécimes extraídos da Floresta Nacional (Flona) do Tapajós, no Baixo Amazonas. Os testes pré-clínicos em ratos Wistar mostraram que não houve alterações comportamentais, perda de peso ou sinais de intoxicação, classificando o produto com alta segurança biológica. “Após análises, o nosso estudo demonstrou que a copaíba é um produto de alta segurança biológica e com efeito antimicrobiano”, explica o farmacêutico-bioquímico José Sousa de Almeida Júnior

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Além da segurança, a pesquisa identificou que a composição química da resina — rica em sesquiterpenos e diterpenos — é eficaz contra bactérias Gram-positivas, como *Staphylococcus aureus* e *Streptococcus pyogenes*, que são frequentemente associadas a infecções de pele. Isso reforça o papel da copaíba como um “antibiótico natural” para o tratamento de feridas e inflamações.
O estudo também incluiu testes de irritação ocular e dérmica, nos quais a oleorresina não provocou hemorragias ou reações tóxicas na pele e mucosas. Esses dados são fundamentais para preencher a lacuna de segurança exigida por agências reguladoras, subsidiando tanto a medicina tradicional quanto o desenvolvimento de novos fitoterápicos na Amazônia.
Com informações do Portal Amazônia.