Coreia do Sul define limite para preços da gasolina a partir de sexta-feira

Para conter a alta dos combustíveis, Coreia do Sul impõe teto nos preços e restringe armazenamento de derivados de petróleo

A Coreia do Sul anunciou a imposição de um teto para os preços dos combustíveis a partir desta sexta-feira (13), em uma medida que visa conter o aumento dos custos de energia impulsionado pelas tensões no Oriente Médio.

A decisão, divulgada pela imprensa local e confirmada pelo Ministério das Finanças sul-coreano, busca proteger os consumidores do impacto da volatilidade do mercado internacional de petróleo. O conflito em curso na região tem gerado preocupações sobre a oferta global de energia, elevando os preços.

Além do teto nos preços, o governo também implementará restrições ao armazenamento de produtos derivados de petróleo. As refinarias do país serão obrigadas a liberar no mercado doméstico pelo menos 90% do volume de derivados que comercializaram em março e abril do ano passado.

A medida de restringir o armazenamento visa garantir o abastecimento interno e evitar a especulação, assegurando que haja oferta suficiente para atender à demanda dos consumidores. A Coreia do Sul é um grande importador de petróleo e, portanto, vulnerável a flutuações nos preços internacionais.

O Ministério das Finanças não detalhou o valor exato do teto para os preços dos combustíveis, mas indicou que ele será ajustado periodicamente com base nas condições do mercado. A pasta também não especificou as penalidades para as refinarias que não cumprirem as novas regras de armazenamento.

A iniciativa da Coreia do Sul reflete a crescente preocupação de diversos países com o impacto da instabilidade geopolítica nos preços da energia. Outros governos também estão considerando medidas para mitigar os efeitos da alta dos combustíveis em suas economias.

A imagem de um petroleiro ao largo do Golfo de Fos-sur-Mer, em Port-de-Bouc, ilustra a importância estratégica do transporte marítimo de petróleo e a vulnerabilidade da cadeia de suprimentos global.

Com informações do G1

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