As ações da SpaceX tiveram um início impactante em sua estreia na Nasdaq nesta sexta-feira (12). Os papéis dispararam quase 30%, sendo negociados a US$ 173,65 (R$ 893,92) por volta das 14h50, refletindo um entusiasmo incomum do mercado financeiro.
A companhia, liderada por Elon Musk, chegou à bolsa de valores após precificar seu IPO (Oferta Pública Inicial) em US$ 135 por ação. Com a operação, a empresa conseguiu captar aproximadamente US$ 75 bilhões (R$ 386,1 bilhões). No entanto, o interesse em Wall Street já era evidente antes mesmo da abertura das negociações.
De acordo com dados da Bloomberg, os investidores de varejo — que englobam as pessoas físicas — demonstraram um apetite agressivo, enviando pedidos que somavam mais de US$ 70 bilhões para participar da oferta inicial. A estratégia da empresa previa que esse grupo recebesse ao menos 20% das ações distribuídas no IPO, mas a procura superou amplamente a quantidade de papéis disponíveis.
Na prática, esse cenário resultou em muitos investidores recebendo uma quantidade de ações inferior à solicitada, enquanto outros ficaram completamente de fora da oferta primária. Como consequência, parte dessa demanda migrou para o mercado secundário assim que as negociações começaram, pressionando as cotações para cima devido à alta procura.
A lógica econômica por trás desse movimento é a lei da oferta e da demanda: quando há mais compradores interessados do que ativos disponíveis, os preços tendem a subir até que se encontre um ponto de equilíbrio no mercado.
O forte interesse pela SpaceX também revela a singularidade da empresa no setor tecnológico e aeroespacial. Embora a companhia tenha encerrado o ano de 2025 com uma receita próxima de US$ 18,7 bilhões e um prejuízo líquido de cerca de US$ 4,9 bilhões, o mercado parece ignorar os resultados imediatos em favor do potencial de crescimento a longo prazo.
Atualmente, a SpaceX diversifica suas operações para além dos lançamentos de foguetes. A empresa controla a Starlink, rede de internet via satélite com grande alcance global, investe em inteligência artificial através da xAI e desenvolve o Starship. Este último é considerado a peça central da estratégia da empresa para reduzir drasticamente os custos de acesso ao espaço, tornando a operação mais eficiente e lucrativa.
Com informações do G1