O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta terça-feira (16) que o governo americano poderá voltar a impor sanções ao petróleo da Rússia “em breve”. A afirmação ocorreu durante a cúpula do G7, na França, em conversa com jornalistas durante uma reunião com o xeique Mohammed bin Zayed Al Nahyan, presidente dos Emirados Árabes Unidos.
De acordo com Trump, a possibilidade de encerrar as isenções concedidas à Rússia tornou-se viável após a concretização de um acordo para encerrar a guerra com o Irã. “Em breve poderemos fazer isso, porque o petróleo já está fluindo”, afirmou o presidente.
A medida marca uma mudança de postura em relação a março, quando Trump adotou uma estratégia controversa de aliviar as sanções contra a Rússia. Naquele momento, o objetivo era evitar uma disparada nos preços da energia em meio à crise no Oriente Médio, decisão que gerou críticas severas por parte de aliados europeus.
O cenário econômico global agora reage ao pré-acordo entre Estados Unidos e Irã, que estavam em conflito desde o fim de fevereiro. O anúncio, feito no último fim de semana, estabelece inicialmente um cessar-fogo — uma trégua nos ataques — e não o encerramento definitivo das hostilidades.
A estabilização do fluxo de energia impactou diretamente o mercado financeiro. O barril de petróleo Brent, referência global, foi negociado abaixo de US$ 80,00 pela primeira vez desde o início de março. A queda foi impulsionada pelo anúncio de Trump de que o Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o transporte de petróleo, será totalmente reaberto até sexta-feira.
Apesar do otimismo, pontos cruciais do acordo entre EUA e Irã ainda precisam ser definidos. O tema central das negociações continua sendo o futuro do programa nuclear iraniano. Além disso, questões sobre a navegação no Estreito de Ormuz e as compensações financeiras devidas ao Irã ainda não foram totalmente esclarecidas.
A íntegra do documento e os detalhes técnicos do acordo serão divulgados na sexta-feira (19), durante uma cerimônia oficial de assinatura em Genebra, na Suíça.
Com informações do G1