Bioeconomia no Amazonas: o que é e como gera renda com a floresta

A bioeconomia tem se tornado a palavra-chave para o desenvolvimento sustentável na região. Mais do que um conceito técnico, ela propõe uma nova lógica produtiva que interliga o uso de recursos naturais ao conhecimento científico para explorar a biodiversidade amazônica, transformando sementes, resinas e frutos em produtos de alto valor agregado.

Um exemplo prático está na indústria de cosméticos, onde ativos como andiroba, copaíba e murumuru são extraídos da floresta para compor shampoos e cremes vendidos em grandes centros urbanos. Segundo o Global Bioeconomy Summit 2018, a bioeconomia é “a produção, utilização e conservação de recursos biológicos, incluindo conhecimentos, ciência, tecnologia e inovação relacionados”. [[IMG_1]]

O potencial econômico é massivo: dados da OCDE indicam que a biotecnologia global pode alcançar US$ 1 trilhão até 2030. No Brasil, a Embrapa e outras instituições reforçam que o agronegócio, sedimentado na bioeconomia, é essencial para compatibilizar a produção de alimentos e energia com a preservação ambiental, especialmente com a população global crescendo.

Para que o Amazonas lidere essa revolução, o economista Osíris M. Araújo da Silva defende a criação de um instituto focado em governança de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P,D&I). O objetivo seria transferir pesquisas locais e internacionais para o setor privado, priorizando a produção de alimentos, manejo florestal sustentável, mineração e turismo ecológico. [[IMG_2]]

Com informações do Portal Amazônia.

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