A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) inaugurou a Base de Proteção Etnoambiental (Bape) Pakilapi, na comunidade Palimiú, às margens do rio Uraricoera, em Roraima. A estrutura visa fortalecer a proteção das comunidades Yanomami e ampliar o monitoramento territorial.
A base integra a rede de vigilância da Funai e apoiará operações em conjunto com órgãos de segurança pública e instituições federais. A cerimônia de inauguração ocorreu no dia 8 de março, com a presença de representantes da Funai, Casa de Governo, Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI-Yanomami), Exército Brasileiro e associações indígenas.
A presidenta da Funai, Joenia Wapichana, destacou que a base irá fortalecer as ações de monitoramento e proteção territorial, reforçando a presença do Estado brasileiro na Terra Indígena Yanomami, que já enfrentou diversas crises humanitárias.

Davi Kopenawa Yanomami, presidente da Hutukara Associação Yanomami, ressaltou que a estrutura fortalece a vigilância territorial realizada pelas próprias comunidades. A base também atuará como ponto de controle logístico fluvial, bloqueando rotas de abastecimento de garimpos ilegais.
Com investimento de cerca de R$ 1,7 milhão, a base possui capacidade para até 32 pessoas e abrigará equipes da Funai, Polícia Federal, Força Nacional, Ibama e outras instituições. A iniciativa está alinhada com as decisões do STF nas ADPFs nº 709 e nº 991, que visam à proteção de territórios indígenas.
Segundo a diretora de Proteção Territorial da Funai, Janete Carvalho, a localização estratégica da base visa impedir o avanço de atividades ilegais na região. A Casa de Governo em Roraima informou que já há uma redução de mais de 98% nas atividades garimpeiras na Terra Indígena Yanomami.

Com informações do Portal Amazônia.