Áreas protegidas no Amazonas: o que muda para as 260 mil pessoas que vivem lá

O Amazonas possui 19 milhões de hectares de floresta preservada sob gestão estadual, uma área superior à soma dos estados do Ceará e Santa Catarina. No entanto, a extensão territorial gera um desafio crítico de fiscalização. Segundo o secretário de Meio Ambiente, Eduardo Taveira, a distância entre as unidades dificulta a gestão, citando que deslocamentos para reservas como a RDS do Cujubim podem custar mais de R$ 12 mil por pessoa.

Atualmente, mais de 260 mil pessoas residem nessas Unidades de Conservação, sendo que 96% estão em áreas de Uso Sustentável, como as Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) e Extrativistas (Resex). Nesses locais, a conservação ocorre junto à moradia de comunidades tradicionais que vivem do manejo do pirarucu, castanha e turismo comunitário

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Foto: Marizilda Cruppe/Greenpeace

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Apesar da importância ambiental, quem vive nessas áreas enfrenta isolamento e carência de serviços básicos. O doutor Antonio Norte alerta que a segurança jurídica é um ponto sensível: “As Reservas de Desenvolvimento Sustentável e as Reservas Extrativistas foram criadas justamente para conciliar conservação ambiental e permanência das populações tradicionais. Mas ainda existem dificuldades relacionadas à regularização fundiária e à formalização dos direitos dessas comunidades”.

Para combater o desmatamento ilegal e o garimpo, especialmente no sul do estado, o governo busca cooperação internacional. Taveira explica que “os recursos necessários para dar conta de todas essas políticas públicas, diante do tamanho do desafio do Amazonas, são muito escassos”.

Especialistas reforçam que existe um abismo entre a lei e a prática. “Existe uma diferença significativa entre a proteção prevista na legislação e a capacidade operacional do Estado para monitorar territórios tão extensos e de difícil acesso”, conclui Antonio Norte, destacando a falta de orçamento e presença institucional permanente.

Com informações do Portal Amazônia.

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