Viagem à Guiana Francesa sem visto: o que muda para quem mora no Amapá

A partir de 1º de agosto de 2026, brasileiros não precisarão mais de visto para entrar na Guiana Francesa. A medida é fruto de um acordo entre Brasil e França e impacta diretamente o Amapá, único estado brasileiro com fronteira terrestre com o território francês. A mudança encerra uma discussão de 16 anos baseada no princípio da reciprocidade, já que franceses não precisam de visto para visitar o Brasil.

Para o ministro Mauro Vieira, a decisão é um “marco histórico de nossas relações que atende aos anseios das populações tanto do lado do Brasil em especial do estado do Amapá quanto também do lado da Guiana Francesa”. Em Oiapoque, a expectativa é que a facilitação nas viagens via Ponte Binacional impulsione o comércio, as visitas familiares e a integração cultural com Saint-Georges

Brasileirão sem visto poderão entrar na guiana francesa
Ponte Binacional — Foto: Divulgação/Préfecture de la Guyane

.

Apesar da dispensa do visto para estadias de até 30 dias, existem exigências rigorosas para a entrada. O viajante deve apresentar passaporte válido (emitido há menos de 10 anos), certificado de vacinação contra febre amarela e seguro médico com cobertura mínima de € 30 mil. Além disso, é necessário comprovar recursos financeiros: € 32,50 por dia se estiver em casa de parentes ou € 65 por dia para quem utiliza hotel.

Quem planeja entrar com veículo na Guiana Francesa deve apresentar a CNH, documento do carro e seguro automotivo, que pode ser contratado na própria fronteira com valores a partir de € 95 por 15 dias

. A comprovação financeira pode ser feita via extrato bancário, cartão de crédito internacional ou dinheiro em espécie.

É importante destacar que a isenção não se aplica a viagens comerciais ou estadias superiores a um mês; nestes casos, o visto de longa duração continua obrigatório via plataforma France-Visas. O controle migratório na Ponte Binacional e via fluvial em Saint-Georges permanece ativo, com funcionamento diário das 7h às 19h.

Com informações do Portal Amazônia.

Deixe um comentário