A cotação do bitcoin, a principal criptomoeda do mercado global, apresentou uma queda significativa nesta sexta-feira (5), recuando para um patamar abaixo de US$ 60 mil. Este é o menor valor registrado pelo ativo desde outubro de 2024, evidenciando a volatilidade característica desse mercado.
Por volta das 13h15 do horário de Brasília, a moeda digital registrava uma queda de aproximadamente 6%, sendo cotada a US$ 59.770,90. O movimento marca um contraste severo com a trajetória de alta observada nos últimos meses.
O rali do bitcoin e de outras criptomoedas ganhou força após a confirmação da eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos, em novembro de 2024. O empresário republicano é visto pelo mercado como um forte incentivador do setor de ativos digitais.
Um mês após a vitória nas urnas, o bitcoin chegou a romper a barreira histórica dos US$ 100 mil (aproximadamente R$ 526.000,00), marca que foi celebrada publicamente por Trump. Em seu pico de valorização, impulsionada pela forte oscilação de preços, a moeda atingiu a cotação recorde de US$ 126.251,31 (cerca de R$ 665.000,00).
No entanto, desde o início deste ano, o cenário mudou. O bitcoin vem sendo pressionado por um clima de pessimismo que atinge diversos mercados financeiros. O recuo é acompanhado por perdas em ações do setor de tecnologia e também por instabilidades no mercado de metais preciosos, que costumam servir de refúgio para investidores em tempos de crise.
Além dos fatores macroeconômicos, o setor enfrenta insegurança jurídica. Existe uma grande expectativa sobre a regulamentação das moedas digitais nos Estados Unidos, especificamente em relação à Lei CLARITY. O projeto, que visa estabelecer regras claras para o setor, encontra-se atualmente travado no Senado americano.
A falta de definições legislativas tem afastado a confiança de investidores institucionais. Sobre a situação, James Butterfill, analista da CoinShares, pontua: “Os avanços esperados em relação à lei não vieram”.
Para os investidores brasileiros, a queda do ativo em dólares, somada às variações do câmbio, reforça a necessidade de cautela ao operar com criptoativos, dada a alta exposição ao risco e a dependência de decisões políticas e regulatórias estrangeiras.
Com informações do G1