No Dia Mundial do Meio Ambiente, enquanto discursos globais focam em mudanças climáticas e sustentabilidade, surge uma pergunta essencial: quem realmente protege a Amazônia? Para o jornalista e economista Olímpio Guarany, a resposta não está nos fóruns internacionais, mas nas comunidades que habitam a região.
A floresta não se preserva sozinha; ela é guardada por indígenas, quilombolas, ribeirinhos, extrativistas e agricultores familiares. São esses povos que dominam os ciclos da natureza e os limites necessários para garantir a sobrevivência dos recursos para as próximas gerações

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Guarany, que navegou por dois anos desde a foz do Amazonas até o rio Napo, destaca que esse conhecimento prático precede a própria definição moderna de sustentabilidade. No entanto, essas populações ainda enfrentam graves carências em saúde, educação e transporte.
O autor defende que o debate ambiental não pode se limitar a árvores e rios, mas deve incluir a dignidade humana. “Não existe contradição entre preservar e gerar oportunidades quando os povos da floresta são reconhecidos como protagonistas”.
A conclusão é clara: a conservação da maior floresta tropical do mundo exige inclusão e desenvolvimento para quem nela reside. Afinal, “não haverá floresta em pé sem povos da floresta de pé”.
Com informações do Portal Amazônia.