As mudanças climáticas deixaram de ser apenas uma preocupação ambiental para se tornarem um desafio crítico de saúde pública. O aumento das temperaturas, chuvas irregulares e a poluição do ar estão alterando o comportamento de doenças infecciosas e exacerbando problemas cardiovasculares e respiratórios em diversas regiões, incluindo a Amazônia.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que o aquecimento global poderá causar 250 mil mortes adicionais por ano entre 2030 e 2050, devido a fatores como desnutrição, malária e estresse térmico. A disseminação de arboviroses, como dengue, zika e chikungunya, é intensificada em climas quentes e úmidos

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Especialistas alertam que o mosquito Aedes aegypti tem se adaptado a novas áreas geográficas. “Nos últimos anos, temos observado que o mosquito se adaptou a novas áreas geográficas; embora não sejam casos excepcionais, trata-se de uma mudança que deve suscitar preocupação”, alerta o Dr. Froilan Mamani Ch., professor da Unifranz.
Além das infecções, as ondas de calor aumentam o risco de insolação e desidratação, especialmente em idosos. A poluição atmosférica, agravada por incêndios florestais frequentes durante as secas, eleva drasticamente as internações por problemas respiratórios

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O impacto psicológico também é notável, com o surgimento da “ecoansiedade”, resposta emocional ao medo da degradação ambiental. Diante disso, a prevenção torna-se a principal ferramenta de defesa

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Para reduzir os riscos, recomenda-se a eliminação de criadouros de água parada, uso de repelentes e reforço na vigilância epidemiológica. A crise climática já é visível nos hospitais e comunidades, exigindo que os sistemas de saúde estejam preparados para a intensificação do calor
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Com informações do Portal Amazônia.