O que começou como um passatempo nos anos 80 tornou-se um verdadeiro museu particular no bairro do Cabralzinho, na Zona Oeste de Macapá. O policial civil aposentado Nelson Julião, de 68 anos, reúne um acervo impressionante de 7.151 chaveiros, organizados meticulosamente por temas que vão de times de futebol a símbolos de segurança pública

.
O espaço, carinhosamente chamado de “museu do vovô” por sua neta Ana Alice, de 9 anos, abriga também coleções de moedas, selos, discos de vinil e celulares antigos. O cuidado com as peças é rigoroso, com limpeza feita individualmente com pincéis pequenos. “Apenas minhas netas podem entrar aqui. Eu tiro quadro por quadro para limpar”, conta o colecionador

.
A coleção atravessa fronteiras, com itens vindos do Paraguai e de países africanos, mas é na regionalidade que o acervo brilha. Miniaturas de sacos de farinha, potes de açaí e representações da Fortaleza de São José de Macapá compõem a mostra, transformando o quarto em um resgate visual da cultura local

.
Além do valor afetivo, o acervo preserva a memória comercial do Amapá, registrando marcas de antigas empresas de transporte e lojas de departamento que já fecharam. A paixão começou na década de 1980, quando Nelson trabalhava em cobranças: “Quando chegava o fim do ano, eu sempre pedia chaveiros aos clientes. Foi assim que a coleção começou a crescer”

.
Com informações do Portal Amazônia.