Contaminação do rio Negro em Manaus: estudo revela riscos e impactos

Um estudo liderado pelo pesquisador Elissandro Fonseca dos Banhos, da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), investigou a presença de elementos potencialmente tóxicos (PTEs) nas águas do rio Negro, em Manaus. A pesquisa, publicada na revista internacional Scientific Reports, do grupo Nature, analisa como a natureza e a ação humana afetam a qualidade de um dos maiores sistemas hidrográficos do mundo.

Para chegar aos resultados, a equipe realizou campanhas de campo em 60 pontos de amostragem ao longo do rio entre 2023 e 2024. O objetivo foi entender a distribuição desses elementos químicos em diferentes períodos do ciclo hidrológico amazônico

Estudo é coordenado pelo coordenador Elissandro Fonseca
Pesquisador Elissandro Banhos no Laboratório de microbiologia do PCNAT, no Iced. Foto: Divulgação/Ufopa

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Os dados revelaram que a qualidade da água sofre alterações significativas conforme a sazonalidade. A presença de substâncias tóxicas foi associada a fatores como a urbanização, descargas industriais, atividades agrícolas e a ocupação territorial na região de Manaus.

O diferencial do trabalho é a abordagem integrada, que une monitoramento de larga escala e análises de alta precisão. Segundo a pesquisa, esses resultados servem de base para a formulação de políticas públicas de conservação e a gestão de recursos hídricos na Amazônia.

O monitoramento não deve parar por aqui. O pesquisador informou que, a partir de 2027, a pesquisa será expandida para outros rios fundamentais da região, como o Madeira e o Tapajós, visando ampliar o controle da qualidade das águas amazônicas.

O estudo foi desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa em Química Aplicada à Tecnologia (GP-QAT), da Ufopa, em parceria com laboratórios de análises químicas da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

Com informações do Portal Amazônia.

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