El Niño em Rondônia e Amazônia: riscos de desastres e o que muda para a região

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) emitiu um alerta crítico sobre a intensificação do fenômeno El Niño para 2026. De acordo com a instituição, 37,6% dos municípios brasileiros estão em situação crítica, sendo mais suscetíveis a desastres como inundações, alagamentos e deslizamentos. Na região Norte, a preocupação se estende às altas temperaturas e ondas de calor, que podem agravar incêndios florestais e comprometer o abastecimento de água.

O levantamento do Serviço Geológico do Brasil (SGB) aponta a existência de 17.862 áreas de risco no país, com mais de 5,5 mil classificadas como de risco muito alto. Para evitar tragédias, o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, defende a união entre União, estados e prefeituras. “Além de ter planos de emergência, é necessário investir na prevenção de desastres com medidas como limpeza de esgoto e armazenagem de água potável. A gente já tem um diagnóstico grave e precisa trabalhar para evitar novas tragédias”, afirma

seca efeito do el niño no amazonas em 2023
Seca no Amazonas, em 2023, efeito do El Niño. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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A CNM orienta que os gestores municipais priorizem a atualização do Plano Municipal de Contingência (Plancon), a estruturação de abrigos temporários e o mapeamento de rotas de evacuação seguras. A medida é urgente, já que 62% das cidades brasileiras apresentam baixa capacidade de enfrentamento a eventos climáticos extremos, e mais da metade não possui sistemas de alerta eficientes.

No campo financeiro, a entidade defende a aprovação da PEC do Clima (PEC 31/2024), que prevê R$ 30 bilhões para gestão ambiental e adaptação climática. O déficit de recursos na Defesa Civil é evidente: entre 2010 e 2025, a União repassou apenas R$ 18,9 bilhões dos R$ 30,5 bilhões prometidos às prefeituras.

O impacto da negligência climática é severo. Nos últimos 15 anos, desastres naturais causaram a morte de 4.633 brasileiros e geraram prejuízos econômicos de R$ 856,3 bilhões. Alagamentos e enxurradas foram responsáveis por 42% dessas fatalidades, reforçando a necessidade de preparação imediata dos municípios da Amazônia Legal.

Com informações do Portal Amazônia.

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