Bandeira da Rússia
REUTERS/Anastasia Barashkova
A decisão do Conselho Mundial de Automobilismo da FIA, em 3 de agosto de 2026, encerrou sanções contra pilotos da Rússia e de Belarus, permitindo que disputem competições internacionais sob suas bandeiras e hinos nacionais.
A atualização da circular eliminou a exigência de neutralidade, autorizando a participação de competidores e equipes nacionais de ambos os países sem restrições, além de permitir a exibição de símbolos nacionais e execução dos hinos.
A medida pode beneficiar o retorno de Nikita Mazepin à Fórmula 1, mas não garante a volta do Grande Prêmio da Rússia ao calendário, enquanto Belarus segue impedido de sediar corridas internacionais.
A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) autorizou os pilotos da Rússia e de Belarus a disputarem competições internacionais defendendo a bandeira de seus países e a ouvirem o hino nacional no pódio. A decisão do Conselho Mundial de Automobilismo (WMSC), adotada em 3 de agosto de 2026, encerra o pacote de sanções impostas em março de 2022 após o início do conflito com a Ucrânia.
Com a atualização da circular enviada aos membros, oficiais e organizadores, a entidade eliminou a exigência do termo de neutralidade. Até então, os competidores precisavam alinhar sob a bandeira da FIA, enquanto equipes nacionais e oficiais estavam proibidos de participar de eventos com a chancela da federação. Atletas com dupla nacionalidade conseguiam competir apenas representando o país secundário.
“Pilotos, equipes nacionais, competidores individuais e oficiais da Rússia e de Belarus têm permissão para participar de competições internacionais ou zonais sem quaisquer restrições”, divulgou a entidade em nota oficial. “A exibição de símbolos nacionais, cores e bandeiras (…) bem como a execução de seus hinos nacionais, é permitida”.
Possíveis reflexos no grid do automobilismo
A medida pode favorecer o retorno de Nikita Mazepin à Fórmula 1. O piloto russo defendeu a Haas durante a temporada de 2021, mas teve o contrato rescindido pela escuderia norte-americana no ano seguinte por conta das restrições decorrentes da guerra na Ucrânia, dando lugar a Kevin Magnussen.
Apesar da liberação dos profissionais e seleções, a mudança na regulamentação não garante o retorno do Grande Prêmio da Rússia ao calendário da Fórmula 1 no curto prazo. A prova era disputada no circuito de Sochi até 2021, quando o contrato foi rompido pela FIA. O território de Belarus permanece igualmente impossibilitado de sediar GPs.
Leia o melhor do esporte de graça, direto no seu e-mail
Fonte: Band F1