A Índia alcançou um marco histórico em sua exploração espacial neste sábado (18). Pela primeira vez, o país lançou com sucesso um foguete desenvolvido inteiramente por uma empresa privada. O lançamento ocorreu no centro espacial de Sriharikota, localizado no sul do país, sob a coordenação da fabricante Skyroot Aerospace.
O foguete, batizado de Vikram-1, possui 23 metros de altura e decolou precisamente às 12h05 no horário local (3h35 no horário de Brasília). De acordo com os dados técnicos divulgados, o veículo levou pouco mais de 15 minutos para atingir sua órbita operacional, situada a aproximadamente 724 quilômetros de altitude, sem apresentar qualquer falha técnica durante a ascensão.
Projetado para operar em órbita baixa, o Vikram-1 tem capacidade para transportar satélites de até 350 quilos. Para este voo inaugural, a missão focou em testes de viabilidade, transportando dispositivos de demonstração desenvolvidos por pequenas empresas indianas, validando a tecnologia para futuros contratos comerciais.
O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, utilizou a rede social X para celebrar a conquista, destacando a importância da privatização do setor. “A participação crescente do setor privado abre novas fronteiras e acelera a inovação”, escreveu o líder do país mais populoso do mundo, que conta com cerca de 1,5 bilhão de habitantes.
A estratégia de abrir o mercado espacial para a iniciativa privada começou em 2020, como parte de um plano governamental para acelerar a inovação tecnológica e reduzir a dependência exclusiva de agências estatais. Atualmente, esse ecossistema já conta com mais de 400 pequenas empresas atuando no setor.
O mercado espacial indiano movimenta hoje cerca de US$ 8 bilhões, o que equivale a aproximadamente R$ 40 bilhões. Esse investimento massivo faz parte de um cronograma ambicioso: o governo indiano estabeleceu a meta de levar um astronauta à Lua até o ano de 2040.
Com o sucesso do Vikram-1, a Índia se posiciona de forma mais competitiva no cenário global de lançamentos espaciais, seguindo a tendência de empresas como a SpaceX, nos Estados Unidos, ao integrar a agilidade do setor privado com a infraestrutura de lançamento nacional.
Com informações do G1