A chegada do “verão amazônico” traz alertas preocupantes para as populações ribeirinhas e urbanas da Região Norte. Uma pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Administração (PPGAD/ICSA) revela que os municípios estão enfrentando com dificuldade a combinação de secas e inundações, fenômenos que se tornaram mais frequentes e severos entre 2013 e 2024.
O estudo de Gilmar Pereira Sidônio destaca o crescimento dos “eventos compostos”, onde a mesma cidade sofre com cheias intensas e, meses depois, com estiagem severa. Em 2013, apenas dois municípios viveram isso; em 2024, o número subiu para 25. “Isso acontece porque os eventos podem ocorrer em épocas diferentes do mesmo ano”, explica o pesquisador

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A vulnerabilidade é agravada pela falta de planejamento. Dos 407 municípios analisados, apenas 62 possuem plano de contingência para inundações e 60 para secas. “Na prática significa que muitos municípios acabam reagindo somente quando a crise já começou”, afirma Sidônio, ressaltando que cidades menores, com até 5 mil habitantes, são as mais desprotegidas

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Para quem vive nas margens dos rios, o impacto é imediato: a navegação é interrompida, dificultando o transporte de alimentos, medicamentos e o acesso a serviços de saúde e educação. Já em centros urbanos como Belém, os riscos incluem calor intenso, piora da qualidade do ar e alagamentos localizados por chuvas rápidas

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Diante desse cenário, a recomendação para famílias com crianças e idosos é redobrar a hidratação e acompanhar os alertas da Defesa Civil. O pesquisador orienta que as gestões públicas revisem urgentemente seus planos de contingência para evitar que a resposta aos desastres seja “mais lenta, menos eficiente e com maiores prejuízos para a população”.
Com informações do Portal Amazônia.