Mineração em terra indígena no Amazonas: o que muda com indícios de crime

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) identificou “indícios de ilícito ambiental” em operações da Mineração Taboca, vizinha ao território dos Waimiri Atroari, no Amazonas. A suspeita é que rejeitos da mineradora, maior produtora de estanho do Brasil, tenham poluído as águas da região, resultando na morte de botos, tartarugas e arraias

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Documentos enviados ao Ministério Público Federal (MPF-AM) revelam que a degradação ambiental avança em direção ao limite da Terra Indígena. Indígenas relatam a presença de lama com “odor forte” e “coloração barrenta” no rio Alalaú, principal fonte de vida dos kinja. A Funai alertou que a morte de mamíferos aquáticos é um “indicador biológico crítico” de que a toxicidade da água atingiu níveis insuportáveis

Encontro do igarapé Tiaraju com Alalaú, em outubro de 2025. Foto: Fernando Martinho/Repórter Brasil

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Em nota, a mineradora Taboca nega a relação causal entre suas atividades e a morte dos animais, afirmando que não foi formalmente notificada sobre novas diligências. No entanto, investigações do MPF desde 2021 já haviam detectado traços de chumbo e arsênio no igarapé Tiaraju, que alimenta o rio Alalaú

Igarapé Tiaraju, em maio de 2026. Foto: Reprodução/ACWA

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O Ibama destacou a ausência de uma “zona de amortecimento ou distância de segurança” entre o complexo minerário e a terra indígena, apontando que a extração mineral extrapola os limites geográficos autorizados. Diante disso, o MPF solicitou a instauração de inquérito policial para apurar possíveis crimes ambientais

Em ofício enviado para o MPF-AM em maio, Ibama aponta para indícios de ilícito ambiental” na área da mineradora. Foto: Reprodução/MPF-AM

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Enquanto a Agência Nacional de Mineração (ANM) planeja vistorias para junho, a comunidade indígena vive sob medo. O ancião Kynetxiri Atroari lamenta a perda da fartura do rio: “A poluição da Taboca chegou e atingiu tudo”. O MPF busca agora impedir que o dano ambiental continue e avaliar a necessidade de indenizações e despoluição da área

Para Funai, a morte dos mamíferos pode ser um indicador de que a toxidade da água “atingiu níveis insuportáveis para vida selvagem”. Foto: Reprodução/ACWA

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Com informações do Portal Amazônia.

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