Uma expedição científica composta por 13 pesquisadores e jornalistas do Imazon, ISA, Bioflore e Fiocruz visitou o Território Quilombola de Gurupá, em Cachoeira do Arari, no arquipélago do Marajó. O objetivo é medir os impactos das mudanças climáticas em uma região onde 310 famílias dependem economicamente da coleta de açaí e da pesca para subsistência

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Os moradores relatam perdas severas na produtividade do açaí, com frutos que aparecem “queimados” ainda nos cachos. Segundo o professor Rosivaldo Correa, presidente da ARQUIG, o problema ocorre devido ao choque térmico: “se já tá quente e o cacho do açaí tá maduro e cai uma chuva (às vezes tem chuvas torrenciais), há um choque térmico, o açaí na árvore amolece e posteriormente ele seca”.
Para diagnosticar a situação, a equipe utilizou drones com sensores LiDAR e câmeras de alta resolução, mapeando 300 hectares de açaizais em 3D

. A tecnologia permite calcular a altura da vegetação e o estoque de carbono, gerando dados que ajudarão a comunidade a criar um plano de adaptação climática e a buscar políticas públicas para a região.
Além da vegetação, a qualidade da água de rios, igarapés e poços foi analisada pela Fiocruz. A instabilidade climática tem provocado a diminuição do nível dos rios, permitindo que a água do oceano avance sobre o estuário do Marajó, aumentando a salinidade da água doce

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A falta de tratamento da água tem causado doenças gastrointestinais, especialmente em crianças. A moradora Miriam Santos relata: “Em minha casa, eu fervo a água para tomar, porque há muito tempo já sofri com algumas doenças causadas pela contaminação”. A expectativa é que os resultados detalhados sejam apresentados à comunidade ainda em 2026

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Com informações do Portal Amazônia.