Nissan encerra operações na Argentina e busca novos compradores

Nissan deixa de produzir na Argentina e negocia a venda de sua operação no país, buscando novos distribuidores

A Nissan anunciou nesta sexta-feira (24) que está em negociações com potenciais compradores para assumir sua operação comercial na Argentina. A empresa já assinou um memorando de entendimento com dois grupos empresariais, com o objetivo de transformar o país em um mercado de distribuição de produtos Nissan.

A decisão segue o fechamento da fábrica de Santa Isabel, em Córdoba, em março de 2025, onde a picape Frontier era produzida desde 2018. Desde então, a Nissan operava na Argentina exclusivamente como importadora. A medida faz parte do plano de reestruturação global da empresa, denominado Re:Nissan.

Segundo a Nissan, o plano Re:Nissan visa “fortalecer sua competitividade, otimizar seu portfólio de produtos e incorporar tecnologias de próxima geração, estabelecendo bases sólidas para um crescimento sustentável no futuro”. O memorando de entendimento foi firmado com o Grupo SIMPA e o Grupo Tagle, mas a montadora ressalta que ainda não é um acordo definitivo.

O processo de venda está na fase de análise, que envolve uma revisão detalhada dos aspectos do negócio pelas empresas envolvidas. A Nissan garante que as operações comerciais na Argentina continuarão normalmente, com a comercialização de produtos, lançamento de novos modelos e serviços de pós-venda através de sua rede de concessionários.

Esta não é a primeira vez que a Nissan adota essa estratégia na América Latina. Em janeiro deste ano, o controle das operações comerciais no Chile e Peru foi transferido para o grupo espanhol Astara. Ambos os países, assim como a Argentina, agora fazem parte da Nissan Importers Business Unit, responsável por 36 mercados importadores na região.

A Nissan Frontier, que era produzida na Argentina, agora é fabricada no México e importada para o Brasil. A empresa não detalhou os motivos específicos para a saída da Argentina, mas a reestruturação global parece ser o principal fator por trás da decisão.

Com informações do G1

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