Novas espécies de escorpiões em Mucajaí: o que a descoberta muda na ciência

Duas novas espécies de escorpiões, nomeadas Brotheas cernii e Cayooca puchus, foram descobertas em uma área de floresta próxima à Cachoeira do Evandro, no município de Mucajaí, Roraima. A identificação foi feita por pesquisadores da Unesp, liderados pela professora Manuela Berto Pucca, que notaram características incomuns de coloração e tamanho nos artrópodes

Descoberta de novas espécies de escorpiões na Amazônia amplia conhecimento sobre a biodiversidade da região
Além da classificação biológica, a equipe está investigando as moléculas dos venenos dos escorpiões para potencial desenvolvimento de novos medicamentos. Foto: Reprodução/Projeto AT-Biota-FAPESP

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Os animais foram encontrados em ‘inselbergs’, formações rochosas isoladas que funcionam como ilhas ecológicas, favorecendo o surgimento de espécies exclusivas. Segundo a professora Pucca, “os achados demonstram o quanto a floresta Amazônica, especialmente em estados como Roraima, ainda é pouco explorada cientificamente”.

Além do valor taxonômico, a descoberta abre portas para a bioprospecção. A equipe já analisa o veneno dos escorpiões em busca de moléculas que possam ser utilizadas na criação de inseticidas biológicos e novos fármacos para as áreas farmacêutica e biomédica

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O trabalho, publicado na revista Diversity, exigiu anos de expedições iniciadas em 2016. Para validar as novas espécies, foram necessárias análises morfológicas detalhadas e a validação de especialistas do Instituto Butantan e da Universidade Nacional Autônoma do México

Detalhes da estrutura final da cauda, onde fica o ferrão do escorpião Brotheas cernii. Foto: Equipe do Projeto AT-Biota-FAPESP.

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Devido à alta sensibilidade dos animais ao ambiente, parte dos estudos continua sendo realizada em parceria com a Universidade Federal de Roraima (UFRR). “Conhecer e preservar nossa biodiversidade é fundamental não apenas para a ciência, mas também para o desenvolvimento de soluções que podem beneficiar toda a sociedade”, conclui Pucca

A equipe utilizou lanternas ultravioleta (UV) durante as expedições noturnas, facilitando a localização das novas espécies. Foto: Reprodução/Projeto AT-Biota-FAPESP

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Com informações do Portal Amazônia.

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