Uma pesquisa do Instituto Vida Livre e Quaest revelou que 92% dos brasileiros consideram a preservação de animais silvestres importante. No entanto, o ICMBio alerta que a empatia precisa se transformar em participação ativa para evitar a chamada “síndrome da floresta vazia”, onde a vegetação permanece, mas as espécies desaparecem.
Para Marcelo Marcelino, diretor do ICMBio, a perda de espécies como a onça-pintada e a arara impacta diretamente a segurança ambiental da população. “Quando uma onça perde território… estamos falando do enfraquecimento dos ecossistemas que sustentam a vida, a água, o clima e a própria segurança ambiental da população”, afirma.

O desafio central é converter o apoio emocional em investimentos e políticas públicas. Especialistas do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (CENAP) destacam que a fragmentação de habitats e atropelamentos são riscos reais que exigem fiscalização rigorosa e a conscientização da sociedade para evitar a domesticação inadequada de animais.
A coexistência entre áreas urbanas e florestas, comum em diversas regiões da Amazônia, exige mudanças de hábito. Recomenda-se não alimentar animais, respeitar trilhas e descartar corretamente o lixo para garantir que a fauna silvestre sobreviva em seus habitats naturais.

O monitoramento de aves, coordenado pelo CEMAVE, serve como termômetro da saúde ambiental. A redução de populações de aves pode indicar desequilíbrios graves causados por desmatamento e mudanças climáticas, afetando a biodiversidade de todo o bioma amazônico.
Com informações do Portal Amazônia.