Produção de petróleo da Petrobras cresce 14% em maio

A Petrobras registrou um crescimento de 14% na sua produção de petróleo em maio, quando comparada ao mesmo período do ano anterior. A informação foi divulgada nesta terça-feira (23) pela presidente da companhia, Magda Chambriard, embora a executiva não tenha detalhado os volumes exatos produzidos no mês.

Para se ter uma base de comparação sobre a escala da operação, dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicam que a produção da estatal somou 2,62 milhões de barris por dia no mês de abril.

Durante evento realizado na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, a presidente da Petrobras utilizou o espaço para defender a revisão das regras regulatórias aplicadas à Bacia de Campos. A região, historicamente importante para a extração de hidrocarbonetos no Brasil, possui diversos campos que já enfrentam o declínio natural da produção.

Segundo Magda Chambriard, a modernização do arcabouço regulatório é fundamental para elevar a rentabilidade dos projetos e, consequentemente, estimular a entrada de novos investimentos em áreas que hoje são menos atrativas financeiramente.

A executiva destacou a diferença de retorno entre as bacias brasileiras. “Marlim Sul, Leste, Albacora precisam de investimentos e não dão retorno como Santos. Isso precisa ser discutido regulatoriamente”, afirmou a presidente da estatal.

Chambriard enfatizou que a estrutura normativa atual precisa ser adaptada para lidar com a realidade dos campos maduros. “Nosso arcabouço tem tudo a ver com isso. Temos que enfrentar essa situação da Bacia de Campos”, declarou durante sua fala no palco do evento.

Apesar do tom assertivo sobre a necessidade de mudanças, a presidente esclareceu que a proposta ainda está em fase embrionária. Ao ser questionada pela agência Reuters, Magda Chambriard informou que ainda não apresentou formalmente a demanda à ANP, órgão responsável pela regulação do setor.

“Primeiro estou propondo uma reflexão”, concluiu a executiva, indicando que o próximo passo será a abertura de um diálogo técnico para avaliar a viabilidade da revisão das regras na Bacia de Campos.

Com informações do G1

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