A SpaceX, empresa de exploração espacial liderada por Elon Musk, anunciou nesta quarta-feira (3) que o preço de suas ações para a oferta pública inicial (IPO) será de US$ 135. A operação ocorrerá na bolsa de Nova York, marcando a entrada oficial da companhia no mercado de capitais.
Para quem não está familiarizado com o termo, o IPO (Initial Public Offering) é a primeira vez que uma empresa vende suas ações para o público geral. Esse processo permite que a companhia capte recursos para expansão e que investidores passem a negociar seus papéis abertamente no mercado.
A estratégia de Musk foge aos padrões de Wall Street. A divulgação do preço uma semana antes da oferta é um movimento raro em grandes IPOs nos Estados Unidos, reforçando a imagem do empresário como alguém que desafia as convenções do mercado financeiro.
A meta de captação é ambiciosa: a SpaceX pretende levantar US$ 75 bilhões, o que representaria o maior valor já obtido em um IPO global. Com isso, a empresa seria avaliada em US$ 1,75 trilhão, posicionando-a imediatamente entre as dez companhias mais valiosas dos Estados Unidos.
O cronograma prevê que a apresentação para investidores comece na próxima quinta-feira (10). A definição final do preço deve ocorrer em 11 de junho, com o início da negociação das ações na Nasdaq previsto para o dia seguinte.
Além do preço, Musk propõe mudanças na governança e na distribuição dos papéis. Ele defende uma maior participação de investidores individuais e uma inclusão mais rápida da empresa em índices financeiros, embora mantenha a estrutura para garantir seu controle sobre a gestão da companhia.
“Nada neste IPO é normal em qualquer aspecto, mas, por outro lado, este é o maior IPO da história, então talvez isso não seja surpreendente”, afirmou um investidor que pretende adquirir as ações.
Atualmente, a empresa passa pelo chamado roadshow, etapa em que bancos e executivos consultam investidores para validar a faixa de preço. Enquanto a SpaceX busca a avaliação de US$ 1,75 trilhão, parte do mercado sugeria valores próximos a US$ 1,5 trilhão ou menos.
A operação gerou uma corrida entre grandes instituições financeiras, motivada pela reputação de Musk e pelo potencial de arrecadação de taxas milionárias. Bancos como Mizuho, Deutsche Bank, UBS e Barclays foram incentivados a focar em investidores pessoas físicas de alta renda, diversificando o público que tradicionalmente era composto apenas por grandes gestoras de ativos e fundos hedge.
Com informações do G1