Ao ser questionado na Casa Branca sobre a finalização da operação, Donald Trump afirmou que estava recebendo informações naquele instante sobre a decisão da Suprema Corte e a autorização para concluir o negócio. “Você está me dizendo isso agora. Estou feliz. Vai ser uma ótima empresa, com pessoas fantásticas”, declarou o presidente.
Com um valor estimado em cerca de US$ 110 bilhões (aproximadamente R$ 548 bilhões), a transação estabelece um dos maiores conglomerados de entretenimento e mídia nos Estados Unidos. Sob a gestão da Skydance, a nova estrutura engloba os tradicionais estúdios Warner Bros. e Paramount Pictures, referências nas produções de Hollywood.
O grupo também integra as plataformas de streaming HBO Max e Paramount+, além de canais de TV por assinatura e duas das redes de notícias mais influentes do país: CBS News e CNN.
A liderança do novo conglomerado fica a cargo de David Ellison, fundador da Skydance e filho de Larry Ellison, cofundador da Oracle. Larry Ellison, aliado próximo de Trump, desempenhou um papel financeiro central na operação. Essa proximidade familiar com o presidente dos Estados Unidos gerou debates sobre a futura gestão das redes de notícias.
Na última terça-feira, dia 6, David Ellison assegurou que a CBS News e a CNN manterão “completa” independência editorial, garantindo que a administração da empresa não interferirá no conteúdo jornalístico. Ele afirmou, ainda, que não houve discussões sobre pautas de notícias com Trump ou com lideranças de outros partidos políticos.
Trump, por sua vez, já havia manifestado que não interviria na disputa pela Warner. Em fevereiro, período em que a Netflix e a Paramount disputavam o controle da companhia, o presidente declarou que a análise técnica do negócio ficaria sob a responsabilidade do Departamento de Justiça.
Apesar da magnitude, a nova companhia inicia suas atividades com um desafio financeiro considerável: um endividamento de aproximadamente US$ 80 bilhões.
A concretização da fusão ocorreu após a Suprema Corte negar um pedido emergencial de cinco consumidores. O grupo tentava suspender a operação alegando que a concentração de mercado poderia prejudicar a livre concorrência.
É importante notar que a decisão da corte não julgou o mérito legal da fusão, mas apenas negou a suspensão imediata da transação enquanto o processo continua em instâncias inferiores. Sem o bloqueio, as empresas puderam assinar a operação.
A fusão também enfrentou contestações de 12 estados americanos baseadas em leis antitruste, conflito que terminou em acordo. Entre as contrapartidas aceitas pela Paramount, estão o compromisso de lançar ao menos 30 filmes anualmente nos cinemas dos EUA pelos próximos cinco anos e o aumento de US$ 300 milhões anuais em investimentos em produções locais.
Com informações do G1