Fifa anula cartão de Balogun após pedido de Trump e gera polêmica na web

O atacante Folarin Balogun, da seleção dos Estados Unidos, tornou-se o centro de uma forte polêmica nas redes sociais. O jogador recebeu uma enxurrada de críticas em seu perfil do Instagram após a Fifa anular o cartão vermelho que o impediria de disputar a partida desta segunda-feira (6), contra a Bélgica.

Nos comentários das postagens do atleta, torcedores de seleções rivais utilizaram termos como “escândalo” e “manipulação”, além de diversos emojis de cartões vermelhos. A indignação do público baseia-se na suspeita de que a Fifa estaria favorecendo os Estados Unidos, que são um dos países sedes da Copa do Mundo de 2026.

Entre as mensagens mais ácidas, usuários escreveram: “Corrupção, faça a coisa certa” e “Proibir os EUA por interferência política: não há outra escolha”. Outros questionaram a ética do jogador, afirmando que “um cartão vermelho é um cartão vermelho” e que, se ele fosse um “atleta ético”, não entraria em campo.

A controvérsia ganhou escala global quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que interveio no caso. Trump admitiu ter solicitado à Fifa a revisão da expulsão aplicada a Balogun durante o jogo contra a Bósnia e Herzegovina, realizado na última quarta-feira (1º).

“Tudo o que fiz foi pedir uma revisão, porque não achei que fosse falta. Eu não disse à Fifa o que fazer. O comitê tomou a decisão certa. É injusto excluir um dos melhores jogadores dos EUA”, declarou o presidente americano.

Trump também direcionou críticas ao árbitro brasileiro Raphael Claus, responsável pela marcação do cartão vermelho. O presidente classificou a atuação do juiz como “um pouco suspeito” e afirmou que “ele fez uma marcação que ninguém conseguiu acreditar, sabe? Até pessoas do outro lado”.

Em resposta ao caso, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, confirmou ter recebido a ligação de Trump, mas negou qualquer influência sobre o resultado final. Em comunicado oficial, Infantino defendeu a autonomia dos órgãos judiciais da entidade.

“Os órgãos judiciais da Fifa são independentes, eles atuam de forma autônoma. (…) Eu leio as decisões do Comitê Disciplinar da Fifa quando são emitidas. Às vezes fico surpreso com elas. Às vezes concordo, e às vezes discordo. O que sempre faço, no entanto, é respeitar essas decisões e a autonomia dos órgãos que as tomam”, explicou Infantino.

De acordo com o Código Disciplinar da Fifa, medidas disciplinares, como a suspensão decorrente de um cartão vermelho, podem ser suspensas total ou parcialmente, o que deu embasamento legal para a anulação da punição de Balogun.

Com informações do G1

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