Uma pesquisa conduzida na Estação Experimental Frederico Afonso (Ceplac), em Rondônia, revelou que a escolha de cultivares geneticamente adequadas pode aumentar a produtividade do cacau em até 32%. O estudo foca no combate à vassoura-de-bruxa, fungo conhecido na região como “lagartão”, que historicamente dizima lavouras e prejudica a cadeia do chocolate na Amazônia.
O estudo, liderado pela Unesp com apoio da Embrapa Porto Velho e Unir (campus Rolim de Moura), identificou que os clones EEOP 63 e EEOP 65 são os mais eficientes. Essas variedades conseguem manter o equilíbrio nutricional e a alta produção mesmo em solos pobres em minerais e sob ataque do fungo, reduzindo a dependência de fungicidas e fertilizantes químicos

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Segundo Renato de Mello Prado, professor da Unesp e coordenador da pesquisa, a solução para o clima quente e úmido da região é a genética: “Como não é possível modificar o ambiente, a solução é colocar em campo variedades com alta capacidade de adaptação, fortalecidas por uma nutrição que garante vigor e resistência às plantas”.
A investigação alertou ainda para a deficiência de boro nos solos amazônicos, que enfraquece a estrutura do cacaueiro, e o excesso de nitrogênio, que serve de alimento para o fungo. A estratégia recomendada é combinar o melhoramento genético com a adubação equilibrada de micronutrientes.
Para a pesquisadora Edilaine Istéfani Franklin Traspadini, o equilíbrio nutricional permite que a planta supere o dilema biológico entre crescer ou se defender. “Com o manejo adequado, a planta não precisa escolher entre produzir ou se defender: o equilíbrio nutricional fortalece o sistema de defesa”, conclui.
Com informações do Portal Amazônia.