Thelma Assis quebra o silêncio após vitória na Justiça contra Rodrigo Branco

Thelma Assis resolveu falar publicamente sobre o processo de injúria racial que moveu contra Rodrigo Branco. A médica e vencedora do BBB 20 comentou a decisão favorável da Justiça, a repercussão do caso nas redes sociais e o vídeo de desculpas postado pelo empresário.

Para lidar com a exposição, Thelma revelou que preferiu se distanciar da internet por um tempo. “Eu me preservei em prol da minha saúde mental”, contou em entrevista ao programa “TV Fama”, da RedeTV!.

A ex-BBB lembrou que a luta jurídica foi longa e desgastante. “[Foram] Seis anos revivendo uma dor, uma injúria racial, um crime, né? Que, como tal, tem que ser julgado. E assim foi. Foi uma juíza, uma mulher, é muito importante falar isso. Ela deu uma sentença muito embasada, citou a Maju Coutinho, que é minha amiga e foi ofendida também”, desabafou.

rodrigo branco e thelma assis
Foto: Reprodução/ Instagram @brancorodrigo
e @thelminha

Para Thelma, a sentença tem um papel educativo fundamental para a sociedade. “Que bom que foi resolvido como tem que ser: judicialmente e de uma forma educativa, para que esse Brasil que é tão racista, que tem pessoas que se colocam nesse lugar… Que sofram as consequências de forma judicial”.

Mesmo com a demora do processo, a médica afirmou que nunca pensou em desistir, pois considerava a ação uma prioridade. “Se aconteceu de forma pública, o respaldo e toda a repercussão pública se fizeram necessários, porque isso acontece todos os dias. Na vida, as pessoas são invalidadas, são minimizadas pela cor da pele, que é o que a gente é”.

Sobre as pessoas que saíram em defesa de Rodrigo Branco, Thelma foi direta: “Eu acho que as pessoas têm livre arbítrio para fazer as suas escolhas. Mas a gente não está falando de um erro, a gente está falando de um crime. E aí, quem quis ser conivente e apoiar, passar a mão, que arque com as consequências”.

Por fim, ela destacou que o público está mais atento e cobrando responsabilidade de quem é figura pública. “Eu acho que as pessoas têm o direito de evoluir, mas a luta antirracista precisa ser mais na prática, no dia a dia, do que midiática”, concluiu.

Com informações de O Fuxico.

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