Desmatamento na Amazônia: como a negação política acelera a destruição

O conceito de dissonância cognitiva, definido pelo psicólogo Leon Festinger, explica a tendência humana de distorcer fatos para evitar o desconforto de admitir erros. No Brasil, esse fenômeno é evidente no bolsonarismo, especialmente na pauta ambiental, onde a narrativa política ignora a realidade da devastação na Amazônia para proteger convicções ideológicas.

Os números são alarmantes: o desmatamento cresceu 73% durante a gestão anterior, com média anual de 11.396 km². Mais recentemente, em janeiro de 2025, a devastação na Amazônia Legal saltou 68%, atingindo 133 km². Para evitar o colapso psicológico de admitir o erro, muitos adeptos recorrem à deslegitimação de fontes oficiais, tratando dados do INPE e do Imazon como “mentira comunista”. [[IMG_1]]

Essa “ginástica mental” manifesta-se através de justificativas que transformam a grilagem em “regularização” e o garimpo ilegal em “geração de emprego”. O custo desse processo é alto, pois envolve a negação de crimes contra povos originários e a destruição de ecossistemas essenciais para a sobrevivência da região.

Enquanto a negação impera nos centros urbanos, a floresta paga a conta. Terras indígenas, como a Yanomami, sofreram avanços da devastação e o esvaziamento da fiscalização, normalizando o discurso de ódio contra defensores da natureza. [[IMG_2]]

A realidade, porém, é implacável e não negocia com a psicologia. Como aponta o autor, a verdade na região “tem cheiro de fumaça e cor de rio barrento”, evidenciando que a dissonância cognitiva não impede o avanço do mercúrio nos rios nem a perda de hectares de floresta.

Com informações do Portal Amazônia.

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