O Amazonas possui 48 barragens cadastradas no Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens (SNISB), conforme o Relatório de Segurança de Barragens 2026 da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). O estado apresenta o segundo menor número de estruturas registradas na Região Norte, ficando atrás apenas do Amapá.

No cenário regional, o Tocantins lidera com 1.195 registros, seguido por Acre (568), Pará (529), Rondônia (162) e Roraima (123). No Amazonas, a responsabilidade pelo cadastro dessas estruturas cabe ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).
A maioria das barragens no Brasil, cerca de 97%, é destinada à acumulação de água, com destaque para irrigação e dessedentação animal. No entanto, a ANA alerta que a falta de informações completas sobre altura e capacidade de alguns reservatórios dificulta a classificação de risco e a aplicação da Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB).

De acordo com a legislação, a política de segurança rigorosa aplica-se a barragens com altura igual ou superior a 15 metros, capacidade acima de 3 milhões de metros cúbicos ou que apresentem resíduos perigosos e alto dano potencial. Essas estruturas exigem monitoramento constante e planos de emergência detalhados.

Ao todo, o Brasil atingiu a marca de 29.761 barragens cadastradas, um crescimento de 6% em relação ao levantamento anterior. A ANA ressalta que a ampliação da identificação dessas estruturas é a principal ferramenta para prevenir acidentes e direcionar ações de fiscalização em todo o território nacional.
Com informações do Portal Amazônia.